Novo estudo analisa a prática de suborno

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timthuA prática antiga de as empresas multinacionais pagarem subornos em países distantes como se fossem impostos dedutíveis agora encontra um obstáculo. A aplicação de antigas leis mais rígidas, como a Foreign Corrupt Practices Act editada nos Estados Unidos em 1977, e de novas leis promulgadas em países desde a Grã-Bretanha ao Brasil, dificulta o uso de artifícios para pagar subornos.

No entanto, apesar do combate à corrupção, a prática do suborno continua em grande parte complexa e obscura. O primeiro Relatório de Corrupção Internacional da OCDE, divulgado em 2 de dezembro, analisou mais de 400 casos de suborno internacional descobertos em países signatários da Convenção para o Combate à Corrupção, criada em 1999.

Algumas descobertas confirmam fatos conhecidos. As atividades de extração de recursos naturais como petróleo, gás e mineração, e os setores de construção e transporte respondem pelo maior número de casos de corrupção. Por sua vez, os serviços financeiros e de vendas a varejo são menos atingidos. A maioria dos subornos é paga a administradores de empresas estatais, seguidos por funcionários da Alfândega.

Os países mais honestos costumam ser os mais ricos, e os mais corruptos os mais pobres. Quatro dos cinco países mais bem posicionados no índice de percepção da corrupção da ONG Transparência Internacional são nórdicos. Os mais mal-posicionados são Coreia do Norte e Somália.

 

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