Saúde  

Nos EUA, pessoas vivem mais tempo e ficam mais doentes

O estado da saúde dos americanos é catastrófico, conforme foi exposto em detalhes vívidos no dia 10 de julho. Cristopher Murray e seus colegas da Universidade de Washington realizaram novas pesquisas sobre quais doenças afligem os americanos e por quê. O dr. Murray apresentará suas descobertas em breve à Casa Braca; o seu principal estudo também foi publicado no periódico Journal of the American Association. Ele afirma que os americanos estão vivendo por mais tempo, mas estão mais adoentados, e que os números variam enormemente de acordo com a região de moradia.

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A expectativa de vida americana aumentou de 75,2 anos em 1990 para 78,2 em 2010. Essa melhora mascara dois problemas. Embora as mulheres vivam por mais tempo que os homens, a sua expectativa de vida está subindo mais lentamente. E ambos os gêneros tem uma expectativa de vida mais baixa que seus pares em outros países ricos, discrepância que vem sendo ampliada desde a década de 1980.

Ademais, à medida que os americanos vivem por mais tempo, o fazem com mais doenças. Dos anos de vida perdidos para a saúde precária e morte prematura (DALYS, na sigla em inglês), a saúde precária foi responsável por 45% do total em 2010, comparado a 40% em 1990. Doenças cardíacas isquêmicas continuam a ser a primeira causa da DALYS, seguida por doença pulmonar obstrutiva crônica, dor lombar e câncer de pulmão. O transtorno depressivo agora está em quinto lugar (antes estava em sétimo), e a diabetes foi da oitava para a nona posição. Desordens associadas ao uso de drogas tiveram um aumento mais pronunciado (do 10º para o 17º), assim como o mal de Alzheimer (de 12º para 25º) e a doença renal crônica (do 17º para o 27°).

O principal fator causador de uma doença é uma alimentação ruim. Os americanos comem poucas frutas, castanhas e vegetais, e consomem sódio, carnes processadas, gordura trans e bebidas adoçadas em excesso. O fumo é o segundo principal fator causador de doenças, seguido por um índice de massa corporal (uma medida de obesidade) elevado, pressão alta, altos níveis de açúcar no sangue e sedentarismo.

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia.
Tradução: Eduardo Sá

Fontes: The Economist – Disease and death in America: A poor bill of health

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