Nenhum país do mundo tem condições de desafiar a hegemonia dos EUA

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timth“Os americanos têm uma longa tradição de se preocuparem com seu declínio”, disse Joseph Nye. No século XVII os puritanos em Massachusetts lamentavam a decadência da virtude dos primeiros imigrantes que chegaram aos Estados Unidos. Os fundadores dos EUA preocupavam-se com a possível decadência de costumes e o consequente desaparecimento da república que haviam fundado, a exemplo do que havia acontecido com a antiga Roma. Os estudiosos modernos também são pessimistas. Michael Lind do New America Foundation, um instituto de pesquisa com sede em Washington, D.C., escreveu que diante do colapso da política externa do país, da economia em crise e do rompimento do equilíbrio democrático, o século da supremacia global dos Estados Unidos terminaria em 2014.

Joseph Nye, um observador experiente de temas mundiais, é mais otimista. Em sua opinião, os EUA ainda exercerão um papel vital no equilíbrio global do poder na década de 2040. Afinal, que outro país poderia ser uma alternativa?

A Europa não seria uma candidata plausível. Embora sua economia e população sejam maiores do que as dos EUA, o antigo continente está estagnado. Em 1900 um quarto da população mundial concentrava-se na Europa; em 2060 esse número poderá ser de apenas 6%, com um terço das pessoas com mais de 65 anos.

A China é o país mais provável de assumir a liderança global como uma super potência: seu exército é o maior do mundo e a economia logo dominará o cenário mundial. Mas a China demorará anos para ser tão sofisticada do ponto do vista tecnológico ou rica como os Estados Unidos; ou, na verdade, nunca será.

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