Brasil  

Nelson Jobim nega ter fechado compra de caças franceses

Por Edson Sardinha – congressoemfoco.mom.br

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou que o governo brasileiro tenha comprado os caças franceses Rafale para reaparelhar a Força Aérea Brasileira (FAB). “Não está definida a compra dos caças. O procedimento ainda está no Ministério da Defesa. A notícia não tem fundamento”, disse Jobim em referência à reportagem da Folha de S. Paulo que destaca que a compra foi concluída após a fabricante, Dessault, ter reduzido o preço dos aviões.

Segundo Jobim, o processo sobre a compra dos caças ainda não foi concluído. O Comando da Aeronáutica divulgou nota em que afirma não ter recebido “qualquer comunicação oficial” sobre a negociação dos aviões.

De acordo com a Folha de S. Paulo, o negócio foi fechado pelo presidente Lula e o ministro da Defesa depois que a Dessault baixou de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) o preço final do pacote de 36 aviões para a FAB. O preço das aeronaves francesas é superior ao dos concorrentes, segundo o jornal paulista: a empresa sueca Saab e a americana F-18 Super Hornet, da Boeing.

A compra, informa a Folha, foi definida no último sábado (30), quando o ministro Nelson Jobim passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. O ministro da Defesa foi convidado hoje pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado a dar explicações sobre o processo de compras dos caças.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que aguarda pela reunião do Conselho de Defesa Nacional, formado pelos presidentes da Câmara e do Senado e pelo vice-presidente da República, para discutir o assunto. “Espero ser convocado e lá no conselho nós vamos discutir”, afirmou.

Há cinco meses, Lula anunciou que o governo brasileiro pretendia comprar os caças Rafale durante visita ao Brasil do presidente francês, Nicolas Sarkozy. Na ocasião, os dois assinaram acordos para o desenvolvimento compartilhado de submarinos e helicópteros. O governo brasileiro já sinalizou que a compra vai ser determinada por decisão política, e não técni

Deixe um comentário