Mundo  

Não há brasileiros entre as vítimas de atentado na Tunísia, informa o Itamaraty

Fonte: Contas Abertas
.
O Ministério das Relações Exteriores negou que haja brasileiros entre os mortos do atentado contra um museu em Túnis, na Tunísia. “Não há brasileiros entre as vítimas fatais nem entre os feridos que portavam alguma documentação”, informou o Itamaraty, em nota.

O texto diz que a informação foi averiguada pelo encarregado de negócios do Brasil em Túnis, que visitou o hospital Charles Nicolle, destino inicial dos corpos das vítimas do ataque e onde os feridos estão sendo tratados. “Há, ainda, corpos não identificados”, ressalta a nota.

O encarregado de negócios também esteve no porto de Túnis para verificar se haveria brasileiros nos cruzeiros atracados, que não teriam retornado nesta quarta-feira. “Não há brasileiros ausentes nos dois cruzeiros de onde procedem as vítimas estrangeiras identificadas”, assegurou o ministério, acrescentando que a embaixada do Brasil em Túnis “mantém contato com as autoridades locais e com o hospital para ser imediatamente notificada de qualquer fato novo”.

A suspeita de que um cidadão do Brasil estava entre as vítimas foi levantada a partir de informação divulgada pela agência de notícias EFE, com base em fontes consulares latino-americanas. Segundo a agência, o brasileiro fazia parte de um grupo de turistas de um cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo.

O número de mortos no atentado chegou a 22, sendo vinte turistas, informou o porta-voz do Ministério do Interior, Mohamed Ali Aroui. Mais de quarenta pessoas ficaram feridas. Os terroristas armados com fuzis automáticos Kalashnikov invadiram o Museu do Bardo, o maior da capital, e atacaram os visitantes. Vários disparos foram ouvidos no edifício que abriga o museu, que fica perto do Parlamento, uma região com presença constante de policiais.

O primeiro-ministro Habib Essid afirmou que entre os mortos estão turistas italianos, espanhóis, poloneses e alemães. O governo da Colômbia confirmou a morte de dois cidadãos do país no ataque.

Os disparos começaram antes mesmo da invasão ao museu, conforme o relato de uma testemunha. “Eles começaram a disparar contra os turistas assim que eles saíram dos ônibus…Eu não consegui ver nada a não ser sangue e morte”, disse a jornalistas o motorista de um ônibus de turismo que estava no local.

Muitos visitantes fugiram para dentro do museu e os terroristas fizeram reféns dentro do prédio. As forças de segurança entraram no local, um antigo palácio, cerca de duas horas depois do início do ataque, mataram dois atiradores e libertaram os reféns, segundo relato das autoridades. Um policial morreu na operação. A polícia ainda está em busca de outras três pessoas que estariam envolvidas com o atentado.

No momento em que os atiradores abriram fogo, os parlamentares estavam discutindo exatamente uma legislação antiterror para o país. O Parlamento foi evacuado por medida de segurança. O presidente Beji Caid Essebsi, por meio de nota, lamentou pelas vítimas e condenou o atentado. Apesar de ser um país mais estável do que outros na região, a Tunísia tem lidado com grupos extremistas islâmicos ligados a Al Qaeda e ao Estado Islâmico (EI).

O Itamaraty divulgou uma outra nota em que condena o atentado. “O governo brasileiro reitera seu absoluto repúdio a atos de terrorismo e ataques contra civis inocentes, praticados sob qualquer pretexto”, diz o texto, que elogia o “admirável processo de transição democrática” no país.

Deixe um comentário