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Na América Latina, uma em cada cinco pessoas mora em favela

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timthuUm relatório divulgado nesta segunda-feira, 17, alerta para a crescente expansão das favelas urbanas na América Latina. Segundo o documento, o aumento é fruto das ineficientes políticas públicas de habitação dos governos locais.

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O documento foi elaborado a pedido da agência Reuters, e analisou as políticas de habitação de 11 países da região, entre eles Brasil, México, Chile, Colômbia e Argentina. Segundo ele, a América Latina tem 113 milhões de pessoas vivendo em favelas urbanas, o que corresponde a uma em cada cinco pessoas do continente.

“As políticas de habitação dos Estados, mesmo as presentes nas constituições locais, não estão sendo capazes de suprir o aumento da população urbana”, diz o texto.

Segundo o relatório, atualmente, 80% da população latino-americana (600 milhões de pessoas) vive nas cidades. O percentual é mais alto do que qualquer outra região do mundo e é reflexo das migrações em massa das áreas rurais para as cidades ocorridas no continente na década de 1950.

Um dos pontos do documento afirma que o direito à moradia consta na maioria das constituições latino-americanas. Porém, um grande abismo social impede que famílias de baixa renda tenham acesso a condições decentes de habitação e financiamento imobiliário.

Como resultado, comunidades pobres, com casas amontoadas feitas com materiais precários e em péssimas condições se tornaram comuns nas cidades do continente. “O mercado imobiliário não está sendo capaz de atender às necessidades das populações marginalizadas nesses tipos de assentamentos, o que gerou exclusão social e segregação entre ricos e pobres”, diz o relatório.

O texto lembra ainda uma recente estimativa feita da ONU que diz que o continente precisa construir cerca de 50 milhões de casas para solucionar o déficit habitacional da região.

No caso do Brasil, um estudo feito em outubro de 2014, pela Fundação Getúlio Vargas, apontou que para zerar o déficit habitacional do país será preciso um investimento de R$ 760 bilhões até 2024, o que equivale a R$ 76 bilhões por ano.

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