Mundo  

Mulher condenada ao apedrejamento admite sua culpa em entrevista para TV do Irã

Redação Portal IMPRENSA

A TV estatal do Irã Seda Va Sima veiculou uma suposta entrevista com Sakineh Mohammadi-Ashtiani (foto), condenada à morte por apedrejamento por adultério, na última quarta-feira (11), em que a iraniana admitia ter conspirado para matar seu marido. Durante toda a reportagem, a mulher aparecia com o rosto coberto e a voz dublada em farsi (Sakineh fala turco).

Segundo a BBC Brasil, durante sua “confissão”, exibida pelo noticiário “20:30”, Sakineh disse que teria sido convencida a participar do plano de assassinato por um primo de seu marido, que teria ficado encarregado de trazer “equipamentos elétricos, fios e luvas” para eletrocutar a vítima. “Ele me disse: ‘vamos matar seu marido’. Eu não acreditei que ele seria morto. Eu achei que era uma piada. Depois eu descobri que matar era sua profissão”, declarou Sakineh.

A iraniana ainda acusou seu advogado, Mohammed Mostafaie, de ter conduzido o caso de maneira inadequada: “Por que ele levou meu caso à TV? Por que ele me desgraçou? Nem todos os meus parentes sabiam que eu estava presa. Por que ele fez isso comigo?”, questionou a mulher.

Mostafaie, aliás, fugiu do Irã depois que as autoridades do país ameaçaram prendê-lo. Atualmente, o advogado está na Noruega.

O “20:30” ainda acusou a mídia internacional de ter usado a sentença de Sakineh para negociar a libertação de três cidadãos americanos, acusados de espionagem e que estão presos no Irã há um ano.

O Comitê Internacional Contra o Apedrejamento classificou a entrevista como “propaganda tóxica”, já que a moça havia negado ter planejado matar o marido para outros veículos de mídia.

A condenação da iraniana ganhou repercussão mundial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu asilo à Sakineh, no final de julho, e pediu ao governo do Irã para rever a punição. De acordo com a Reuters, a sentença de apedrejamento foi suspensa, mas ainda poderá ser executada.

Deixe um comentário

Um comentário para “Mulher condenada ao apedrejamento admite sua culpa em entrevista para TV do Irã”

  1. ? Paulo F. de Araripe disse:

    Não passa de um marketing o Presidente Lula e seu ministro do exteior oferecerem asilo para a iraniana condenada por crime hediondo(mandar seu amante assassinar o seu mardo) fazendo intromissão direta nas Leis consagradas em 1979 pela República do Irã.Em vez de enviar mensagens ao Congresso para modificar a legislação penal desse país para mais mais rígida, principalmente para qem mata por motivos torpes, covarde,como também no transito, por embriaguês ou excesso develocidade, faz uma proposta desrespeitosa a um país, que embora seja uma ditadura tiranica, pelo menos zela pelo direito de ir e vir do seu povo, que é um dos direitos mais sagrados que uma nação séria, tem a obrigação de oferecer ao seu povo, direito esse que não existe no brasil. Nos Estados Unidos existem milhares de bandidos no corredor da morte, na China também. Seria o caso do sr Lula e seu ministro do exterios, Sr. Amorim, tentarem pedir clemencia para essa bandidagem e ao mesmo tempo asilo aqui no Brasil. Tentem se intrometer nos assuntos internos dessas nações, para verem qual vai ser a reação….