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Moro diz que estratégia de defesa da Odebrecht é ‘impertinente’

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images_cms-image-000465429O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, criticou nesta sexta-feira (6) a estratégia de Marcelo Odebrecht, presidente do Grupo Odebrecht, e de executivos ligados à empresa de questionar a produção das provas no processo. Moro afirmou que os advogados do empreiteiro apelam para “puro diversionismo” ao questionar a validade da decisão judicial que permitiu o monitoramento de mensagens de investigados na Lava Jato. Para ele, a estratégia da defesa de Odebrecht neste ponto é “irrelevante, impertinente e protelatória”.

A defesa de Odebrecht questiona o pedido dos investigadores de quebra de sigilo telefônico. Segundo a PF, na tentativa de driblar o grampo de conversas, o doleiro Alberto Youssef e seu grupo utilizavam mensagens criptografadas por meio de aparelhos Blackberry (BBM). Ao contrário de outros celulares, o BlackBerry permite que os dados sejam codificados por chaves que a todo momento expiram, o que, em tese, dificulta o monitoramento das conversas. Para ter acesso ao teor do que o doleiro negociava com seus comparsas, a Polícia Federal pediu à empresa canadense RIM, que administra o serviço BBM, o acesso em tempo real ao conteúdo das mensagens.

Segundo Sergio Moro, no entanto, a insistência em temas como este, já explorado pela defesa de outros réus da Lava Jato, é “totalmente fora de propósito”. “As alegações das defesas contra a validade desta prova constituem mero diversionismo. Não tendo a interceptação do Blackberry produzido material probatório relevante para o presente feito e não tendo as demais provas, incluindo a documentação sobre as contas no exterior, qualquer relação de dependência com a interceptação do Blackberry, as provas colocadas pela defesa constituem puro diversionismo sem o menor sentido, o que é ilustrado pela insistência – com todo o respeito, extravagante – em ouvir o Ministro da Justiça do Canadá como testemunha sobre interceptação que instrui processo criminal no Brasil”, disse o magistrado.

 

Fonte: Brasil 247

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