Moody’s eleva nota do Brasil por causa de esforço fiscal

Governo brasileiro foi colocado em perspectiva positiva, o que significa que pode ser elevada novamente nos próximos meses.
 
A Moody’s (agência de classificação de risco) aumentou o rating do Brasil para “Baa2?, frente à nota anterior “Baa3? nesta segunda-feira, 20, citando o esforço fiscal, o freio no crédito e o combate à inflação. A nota dos bônus do governo brasileiro foi colocada em perspectiva positiva, o que significa que pode ser elevada novamente nos próximos meses.

Para a agência, as preocupações com um boom no crédito, que têm criado receio com as perspectivas econômicas brasileiras nos últimos meses, não vão alterar o mercado com a implementação de medidas fiscais e monetárias.

A agência disse que “mesmo se um evento semelhante a uma bolha se materialize, seu impacto sobre o balanço do governo provavelmente não será significativo”. As elevadas exigências de capital dos bancos brasileiros oferecem “uma forte linha de defesa contra um evento como esse”, reduzindo significativamente a necessidade de suporte financeiro do governo, disse a Moody’s.

A agência também citou que a reduzida proporção entre PIB e crédito implica, na comparação com países europeus que experimentaram bolhas de crédito, que “a magnitude potencial de um evento de sistêmico de crédito seria consideravelmente menor”.

Tal movimento da Moody’s levou em consideração o fato de o perfil do crédito soberano ser consistente com as classificações mais altas da faixa “Baa”, explicou em nota a agência de classificação de risco. O Brasil já tem grau de investimento das três principais agências de rating. Pela S&P é “BBB-” e pela Fitch, é “BBB”.

Deixe um comentário