MIOPIA COLETIVA

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Do Brasil em Foco
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A inércia e o silêncio do povo brasileiro são tão ou mais preocupantes quanto os atos de corrupção, o corporativismo da classe política e a impunidade gerada por uma justiça paternalista.

Até quando continuaremos ignorando os que colocaram o Brasil entre os países mais corruptos do mundo e mais desrespeitado pela comunidade internacional.

A grande culpa por tudo isso, é nossa, pois, ao contrário dessa nossa inércia, sempre nos fizemos ouvir e respeitar, basta lembrar os movimentos que resultaram no fim da ditadura, muitas vezes as custas de vidas humanas; os que levaram ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor e, mais recentemente, os grandes protestos contra os desmandos que estavam acontecendo em Brasília, durante o Governo da ex-presidente Dilma.

Esquecemos ou fingimos não lembrar que dos nossos últimos cinco presidentes, quatro foram denunciados pela justiça, um já está condenado em primeira instância.

No Rio de Janeiro, os últimos quatro governadores foram denunciados, três se encontram presos, desses um já condenado em primeira instância, isso em contar que os dos últimos presidentes da Assembleia Legislativa, também estão presos.

Em 2018, no silêncio das urnas, teremos, provavelmente, a última oportunidade para mostrar para a grande maioria dos nossos políticos que não somos os “idiotas” que pensa que somos.

Para isso vamos deixar bem claro que não trocaremos nossos votos por um espeto de churrasco, por uma dentadura, uma promessa de emprego e que não basta ser um amigo do meu amigo para merecer o nosso voto.

Faz tempo que temos praticado a inversão de valores, basta lembrar que quando pretendemos adquirir um carro, um eletrodoméstico ou um simples aparelho celular, levamos horas e horas pesquisando na internet os detalhes técnicos, porém somos incapazes de fazer o mesmo quando vamos escolher a quem vamos confiar o destino do Brasil.

Com um detalhe, os bens que adquirimos, caso apresentem defeitos dentro do prazo de validade, podemos até trocá-lo. Já os políticos que elegemos, dentro de quatro voltarão para nos fazer, mais uma vez de “idiotas”.

Nossos partidos não passam de simples siglas. Sem ideologias e preocupados, principalmente, em se manterem no poder; barganhar cargos políticos e fazerem negociatas com o propósito de aprovarem matéria polêmicas, como a que evitou que o presidente Michel Temer pudesse ser investigado por suposto crime de corrupção.

Em 2018, vamos mostrar que, ao contrário do que eles pensam, não somos nem “idiotas” e nem “marionetes”.

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