Ministro Lupi tem dois graves problemas; a perseguição do PT e a perseguição do PDT.

Por Carlos Newton – tribunadaimprensa.com.br

Como se sabe, há tempos o PT pressiona pela saída de Carlos Lupi, porque a CUT perdeu espaço no Ministério do Trabalho. Ao mesmo tempo, o ministro sobre pressões cada vez maiores dentro do próprio PDT, partido do qual é presidente licenciado. Esses sáo seus dois maiores problemas, hoje, em meio às especulações de que deve deixar a pasta.

Vamos conferir o que diz o site “Editoria Rede PDT”, que monitora e transmite informações sobre o partido, inclusive citando frequentemente o Blog da Tribuna: “Durante a Semana Jango, realizada no Paraná com a presença do ex-deputado João Vicente Goulart, militantes das bases pedetistas se reuniram para analisar a conjuntura política, pregando a necessidade de abertura democrática das estruturas de direção do partido, nacionais e estaduais, para propiciar a unidade partidária em bases sólidas e maior legitimidade de seus dirigentes e gestores públicos”. Traduzindo: querem a saída de Lupi.

“A idéia que toma corpo é reivindicar urgente reunião do Diretório Nacional do PDT para refletir institucionalmente sobre os acontecimentos políticos nacionais e nos estados, no sentido de uniformizar opiniões destoantes no partido, focando no eventual desembarque da representação pedetista do governo de Dilma Rousseff”, prossegue o site pedetista, acrescentando:

“Com ou sem Carlos Lupi no Ministério do Trabalho, o que importa é a união de esforços em torno do PDT, rechaçando essas especulações direcionadas para dividir as cúpulas que causam inquietação nas bases partidárias, em prejuízo do trabalhismo”. Traduzindo de novo: querem tirar Lupi, mas
colocar no ministério outro dirigente do PDT.

Diante das pressões movidas pelo PT e pelo PDT, Lupi está enfraquecido politicamente e já é citado na imprensa como um dos alvos da reforma ministerial que deve ser feita pela presidente Dilma Rousseff na virada do ano.

O repórter Gerson Camarotti, de O Globo, revela que os adversários internos de Lupi dizem que ele controla com mão de ferro o PDT, já que tem o comando dos diretórios regionais. Um grupo de deputados, liderados por Paulinho da Força (PDT-SP) e Brizola Neto (PDT-RJ), ameaça formar uma dissidência para pedir democracia interna na legenda, porque Lupi tem usado estrategicamente a formação de comissões provisórias nos diretórios regionais, para manter o comando do partido.
Ao mesmo tempo, ele também controla os principais cargos do Ministério do Trabalho, o que tem sido questionado pelos companheiros de partido. Nem mesmo o deputado Paulinho da Força (Sindical) conseguiu ser eleito para o diretório paulista, e se mantém no comando do órgão por determinação do próprio ministro do Trabalho, mas como “provisório”. Integrantes da Força Sindical estão descontentes também porque não conseguiram assumir o braço sindical do PDT.
Aliados de Lupi alegam que ele mantém o sistema de diretórios provisórios para evitar disputas no partido e, consequentemente, a perda do controle. Mas já reconhecem que ele precisa flexibilizar urgentemente o comando do PDT. Caso contrário, sua situação ficará insustentável.
No meio dessa confusão, o Planalto identifica a existência de “fogo amigo” nas denúncias que começam a desestabilizar Lupi, num movimento semelhante ao que tomou conta do PP e que quase derrubou o ministro das Cidades, Mário Negromonte, há quase dois meses. Por isso, o futuro de Lupi no Ministério é hoje nebuloso e insondável.

 

Deixe um comentário