Ministro do Supremo decide manter Arruda preso

Lísia Gusmão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello negou hoje (12) o pedido de habeas corpus ao governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido). Com isso, ele permanecerá preso por tentar subornar uma testemunha do suposto esquema de corrupção que envolve, além do próprio Arruda, empresários e deputados distritais.

Ele está preso desde o fim da tarde de ontem (11) nas dependências da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde passou a noite em uma sala reservada às autoridades. A decisão do ministro Marco Aurélio Mello será submetida ao plenário do Supremo em data ainda não definida.

Arruda e cinco assessores tiveram a prisão preventiva decretada pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela tentativa de cooptação do jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, que deveria desqualificar as denúncias feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa. A Corte Especial do STJ acompanhou a decisão do ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que já havia aceitado pedido feito pela Procuradoria-Geral da República.

As investigações da PF apontam que pelo menos cinco pessoas participaram da tentativa de suborno supostamente comandada por Arruda: o ex-secretário de Comunicação do GDF Welligton Moraes, o ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB) Haroaldo Brasil de Carvalho, o ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM), o sobrinho e secretário particular do governador licenciado, Rodrigo Arantes, e o conselheiro fiscal do Metrô do DF, Antonio Bento, preso em flagrante pela PF após entregar R$ 200 mil ao jornalista Edson Santos.

De acordo com as investigações, o ex-deputado Geraldo Naves foi o mensageiro de um bilhete escrito por Arruda para Sombra, o que, para o STJ, confirma a participação do governador licenciado no caso. Já Rodrigo Arantes seria o responsável por repassar o dinheiro do suborno a Antonio Bento, que o entregaria a Sombra.

Deixe um comentário