Ministério Público federal abre ação contra Arruda por falsidade ideológica

Por Mário Coelho – congressoemfoco.com.br

Recibos para justificar dinheiro em vídeo não tinham nada a ver com panetones, sustenta Procuradoria.

Entrega de prestação de contas no TSE:  Ministério Público diz que Arruda falsificou recibos dos panetones para justificar vídeo

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou na sexta-feira (19) uma nova ação penal contra o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), preso desde 11 de fevereiro na Superintendência de Polícia Federal em Brasília. Assinado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e pela subprocuradora Raquel Dodge, o documento diz que Arruda cometeu o crime de falsidade ideológica por conta de informações falsas inseridas em documentos entregues à Justiça Eleitoral, como complemento à prestação de contas das eleições de 2006. O argumento de compra de panetones serviria para justificar vídeo em que Arruda é flagrado recebendo dinheiro do ex-secretário Durval Barbosa (veja abaixo)

Leia a íntegra da denúncia

A procuradora se baseou em perícia feita pela Polícia Federal em recibos assinados pelo ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa, que, para a defesa do governador, compravariam a destinação do dinheiro recebido por Arruda. De acordo com reportagem do site da revista Época, que adiantou a informação, o laudo afirma que os quatro recibos assinados por Durval, referentes a doações para a compra de panetones nos Natal nos anos de 2004, 2005, 2006 e 2007, foram todos produzidos no dia 28 de outubro de 2009.

Segundo nota divulgada pelo MPF neste sábado (20), os documentos apresentados pelo governador afastado atestam o recebimento de R$ 20 mil em 2004, R$ 30 mil em 2005, R$ 20 mil em 2006 e de R$ 20 mil em 2007. Na denúncia, consta que os documentos foram elaborados, impressos e assinador por Arruda em 28 de outubro de 2009 e, em seguida, rubricados por Durval Barbosa e entregues à PF em 30 de outubro.

Na ocasião, Durval declarou não ter doado ao governador tais quantias. Para Roberto Gurgel e para Raquel Dodge, a intenção de Arruda foi alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante investigado no inquérito 650-DF, que gerou a Operação Caixa de Pandora e revelou o mensalão do Arruda.

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