Brasil  

Ministério do Esporte busca regularização do poker

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poker-pixabayO poker, desde muito tempo é considerado pelo seus adeptos uma prática esportiva. Isto porque ele exige dos jogadores enormes habilidades técnicas, intelectuais e comportamentais, raciocínio lógico, além de promover o constante exercício da mente (fazendo com que os jogadores desenvolvam habilidades mentais especiais como o pensamento rápido, capacidade de “blefar”, previsão de jogadas, e é claro, muita diversão. Para quem joga poker, essas características mostram que o jogo é sim um esporte, e se levado a sério só traz benefícios aos jogadores.

Como prova disto, por exemplo, um dos grandes sites de poker online do mundo criou um jogo capaz de avaliar habilidades específicas dos jogadores. O game, chamado de Natural Born Poker Player, testa a capacidade de blefe, tomada de decisões rápidas, coragem, lógica e diversos outras habilidades.

A confederação Brasileira do Texas Hold’em (CBTH) – criada oficialmente no dia 29 de janeiro de 2009 e que, desde então, vem desempenhando um papel fundamental na solidificação do poker como um jogo que exige concentração e muito estudo – deu um importante passo para o reconhecimento do jogo como esporte oficial, cadastrando-se no Ministério dos Esportes. Desta maneira, foi permitido que o poker fosse adicionado ao Calendário Esportivo Nacional, onde todas as entidades registradas podem divulgar seus torneios e campeonatos a participações que podem ocorrer no Brasil e em outros países.

A briga pelo reconhecimento do poker como esporte lícito é antiga entre as confederações nacionais, que lutam para que o poker tenha a mesma credibilidade e apoio que qualquer outro esporte no Brasil e, dessa maneira, possa atrair mais interessados a fim de formar uma liga nacional.

Após a notícia do reconhecimento como um esporte lícito, André Akkari – Campeão do WSOP 2011 – postou em suas redes sociais: “Hoje é um dos dias mais felizes da minha carreira. Dever cumprido para todos nós!”.

Ainda segundo o campeão, a regulamentação do esporte no Brasil foi um grande passo para a evolução do poker, pois segundo ele (e esta é também a expectativa de todos os jogadores) haverão mais jogadores, e consequentemente novos investimentos e uma expansão de mercado. “Agora, cabe à habilidade, ao conhecimento e inteligência daqueles que vão aprovar o regimento em fazer o melhor possível para o esporte”, disse Akkari.

Outros jogadores e comentaristas ainda manifestaram seu contentamento com a notícia, como foi o caso do Igor “Federal”, presidente da CBHT: “Foi um momento histórico para quem acompanha a luta que começou em 2005, quando o poker era marginalizado pelas autoridades e pela sociedade. Hoje podemos louvar as conquistas que garantem cada vez mais nosso reconhecimento e também sentir orgulho dos nossos representantes, que fizeram uma prestação de contas inédita no Brasil!”.

Situações como essa já ocorreram em outros países como Itália, França, Noruega, Reino Unido e Canada. Entretanto, todos os processos de regulamentação já foram concluídos.  A Confederação Brasileira do Texas Hold’em analisará em conjunto com o ministério dos Esportes as regras do jogo de poker nestes países, bem como as regras que serão desenvolvidas para os jogos de modalidade online; todavia, este processo ainda não tem data para conclusão.

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