Mineração em asteróides: muito além da ficção científica

Uma nova empresa de mineração quer enviar robôs para o espaço para procurar metais preciosos em asteróides. Essa é a configuração básica de Blade Runner, o épico filme de ficção cientifica que completa 30 anos em junho deste ano. É também o plano de negócios para recursos planetários, uma estratégia que os Estados Unidos delinearam para tirar a indústria de mineração da órbita da Terra. Para a economia, é um olhar desafiador, para dizer o mínimo. Mas a ideia não é completamente maluca.

Financiadores da empresa, chamada Planetary Resources Inc, incluem o fundador do Google, Larry Page, e o diretor de Titanic, James Cameron; porém, eles não são os primeiros tecnólogos excêntricos a pensar nisso. A mineração de asteróides foi um marco do pensamento futurista: o pioneiro na proposta foi o engenheiro de foguetes russo Konstantin Tsiolkovsky Eduardovich, em 1900.

O rápido avanço de um século, altos preços das commodities, um mini-boom dos voos espaciais privados, o aumento do trabalho dos mineiros e os custos de energia, se uniram para revigorar o interesse em explorar os vastos recursos do espaço.

O custo da platina está aumentando de 16% a 20% por ano. A Anglo American, maior produtora do mundo de platina, estima que a produção de cerca de metade do total global é inútil ao preço de hoje, cerca de US$ 1.500 por onça.

Supondo que eles poderiam ser economicamente colocados em órbita, a navegação espacial de robôs equipados com painéis solares ou de pequenas usinas nucleares seria em grande parte imune a pressões dos custos – e não entraria em greve também. Peter Diamandis, um dos co-fundadores, estima que um único asteróide de 30 metros de diâmetro pode conter até US$ 50 bilhões em platina. São esperados que centenas de milhares de tais objetos estejam a um alcance relativamente fácil da Terra.

O lançamento e os custos de recuperação podem ser maiores obstáculos para uma indústria vibrante da mineração de asteróides. A Planetary Resources diz que sua prioridade será o desenvolvimento de tecnologias mais baratas de lançamento. No entanto, mesmo se pudesse pousar um robô mineiro em uma rocha em órbita por uma fração do preço atual de missões espaciais modernas, recebendo material extraído com segurança de volta para a Terra, o custo poderia se revelar alto.

Ainda assim, há maneiras piores de bilionários gastarem o seu dinheiro. Mesmo se o projeto não conseguir retornar com uma única rocha para a Terra, seus apoiadores podem se beneficiar se as tecnologias da empresa tiverem aplicação em turismo especial de mineração ou terrestre – para não mencionar o estranho roteiro de Hollywood.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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