Militares mulheres poderão atuar em frentes de combate

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Militares americanas poderão participar da linha de frente em combates por terra. O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, anunciou que vai colocar em prática algo que há muito já deveria ter sido feito: acabar com as regras que restringem a participação de mulheres nos fronts de guerra.

A mudança não será imediata, nem universal, mas representa um grande avanço. Surpreendentemente, quando a notícia foi anunciada por Panetta na última quarta-feira, 23, foi aceita de forma bastante positiva.

O fim da restrição é um reflexo tanto da mudança de pensamento sobre o papel da mulher quanto da diminuição do número de fronts em guerras modernas.

A principal preocupação que mantinha as mulheres longe dos combates por terra não era o ataque inimigo em si, mas sim a possibilidade de estupro por seus próprios companheiros de guerra. Pelo fato do crime ser tão pouco relatado, é impossível saber ao certo quantas mulheres foram estupradas em combate. Sabe-se apenas que 3.192 casos foram registrados em 2011. O fim da restrição não diminuirá essa possibilidade, mas, com mais mulheres ocupando posições militares estratégicas, mais atenção será dada às suas causas.

Com a decisão, os serviços militares tem até 2016 para obter uma isenção no caso de acharem que alguns trabalhos devem permanecer proibidos para mulheres.

Atualmente  as mulheres correspondem a 15% de todo o efetivo militar ativo dos EUA. Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, 152 soldadas foram mortas nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

 

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