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Michelle Bachmann na mira dos gays

Fonte: opiniaoenoticia.com.br 

Nas semanas iniciais de sua campanha presidencial, Michele Bachmann evitou se aventurar pelo polêmico terreno da política social, mas os grupos de direitos dos homossexuais pretendem mudar isso. Mesmo com sua disciplinada campanha se afastando de suas raízes como uma guerreira conservadora para abraçar sua nova imagem como uma defensora fiscal do Tea Party, líderes gays querem colocá-la novamente na berlinda.  

Saboreando a vitória em Nova York no mês passado, eles dizem que a campanha de Bachmann será o foco de sua atenção no auge da campanha presidencial durante o verão de 2011. O motivo para isso: a congressista de Minnesota e seu marido, o terapeuta Marcus Bachmann, têm um histórico de combater os direitos dos grupos homossexuais no estado. “Buscaremos oportunidades de expor seus registros e sua retórica”, diz Michael Cole-Schwartz, diretor de comunicações da Human Rights Campaign.

O primeiro comercial de campanha de Michelle Bachmann não menciona questões sociais, e ela certamente tomará cuidado para não repetir sua frase de 2004, na qual declarou que o casamento gay era “a maior questão a impactar a nação nos últimos 30 anos” ou a de que o lesbianismo de sua meia-irmã era “uma obra de Satã”.  A visão de Bachmann, de que o homossexualismo é uma escolha, e não uma identidade, é compartilhada por seu marido, que defende a ideia de que gays podem ser “curados” por meio de “terapia reparadora”. Sua clínica foi alvo de críticas até mesmo da cantora Cher. “Vou estrangulá-lo com meu boá”, disse a cantora no Twitter.

Já os aliados de Bachmann dizem que ela e o marido suavizaram sua visão sobre a questão, e acreditam que os ataques por parte de grupos gays podem ajudá-la a vencer a primária de Iowa. “A população local é bastante avessa ao casamento gay”, diz Maggie Gallagher, presidente da Associação Nacional pelo casamento, uma admiradora de Bachmann desde 2004.

 

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