Mercado erótico está em pé e não para de crescer no Brasil

Por Luis Gustavo Chapchap – inblogs.com.br

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Deve ser por isso que recebo tantos e-mails de Viagra, que as prateleiras das bancas de jornal estão lotadas de material de conteúdo erótico e que estrelas de segundo escalão fazem filmes recebendo cachês milionários.

Cresce no Brasil uma indústria que há uma década nem sequer existia: a de produtos eróticos, que deve movimentar cerca de R$ 900 milhões neste ano, quase 15% a mais do que em 2008. A Erótika Fair, maior feira do setor no país, com 12 anos de existência, é o termômetro mais claro de como estão fervilhando os negócios movidos pelo desejo. Em 1997, quando abriu as portas, as vendas totalizaram R$ 300 mil. Pouco mais de uma década depois já somam R$ 4 milhões. Para atender um público cada vez mais exigente, os fabricantes e lojas do ramo não economizam com novidades. Oferecem vibradores em forma de bichinhos, aparelhos que funcionam ligados ao MP3, loções com sabores de chocolate e frutas, papel higiênico com imagens sensuais e bonecas de silicone desenvolvidas com efeitos especiais, vindas de Hollywood.

Se, em meados dos anos 90 os homens eram o principal público-alvo desse mercado, hoje as mulheres são as grandes estrelas. “Elas são responsáveis por mais de 70% das vendas e as mais abertas a novidades”, afirma Evaldo Shiroma, presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico (Abeme). É de olho no antenado universo feminino que a empresária Renata Bertacini, 35 anos, abriu ao lado da irmã, Fernanda, a butique erótica Mimo Sexy, na sofisticada região de Alphaville, na Grande São Paulo. Inaugurada há quatro anos, a loja conta com dezenas de artigos nacionais e importados, cosméticos e lingeries, além de promover palestras e cursos. Um dos mais concorridos é o de striptease, a R$ 150 por participante.

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