Marta e aliados culpam PT e governo pela derrota na Câmara

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suplicyAntonioCruzAgenciaBrasilA eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como presidente da Câmara neste domingo gerou uma série de críticas sobre a atuação do PT no processo. Ao lançar o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) como candidato à presidência, o partido apostou na pressão do Palácio do Planalto para convencer os aliados a desembarcarem da candidatura do peemedebista e apoiarem o petista. Os principais questionamentos vieram de correligionários, como a senadora Marta Suplicy (PT-SP) e o ex-deputado Cândido Vaccarezza.

Na sua página do Facebook, Marta apontou como principal problema o “intervencionismo do governo, indevido e atrapalhado”. A petista, desde que saiu do Ministério da Cultura, não tem poupado críticas ao governo e ao próprio partido. Integrantes acreditam que ela procura uma maneira de ser expulsa do PT para conseguir se filiar a uma nova legenda.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disputou duas eleições no estado sem apoio do PT, que preferiu se aliar à família Sarney nas duas disputas pelo governo do Estado. Para ele, que deixou a Câmara em 2010, o processo que resultou na eleição de Cunha começou em 2007, quando petistas fecharam com o PMDB o apoio à candidatura de Arlindo Chinaglia. Na época, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que presidiu a Casa após a renúncia de Severino Cavalcanti (PP-PE), tentou a reeleição, mas acabou derrotado.

Ex-líder do PT e ex-líder dos governo Lula e Dilma Rousseff, Cândido Vaccarezza não conseguiu se reeleger para um novo mandato de deputado federal. Em 2011, ele acabou preterido pelo partido na disputa pela presidência da Câmara. Na época, uma articulação de Chinaglia com Marco Maia (PT-RS) definiu o gaúcho como candidato. Depois, no exercício da liderança de Dilma, perdeu o cargo para o mesmo Chinaglia em 2011.

 

Do Congresso em Foco

 

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