Marina Silva e Cristovam Buarque, duas incógnitas no Senado

Por Renata Camargo – congressoemfoco.com.br
Recém-filiada ao PV, senadora ainda aguarda andamento das pesquisas para decidir se disputa a Presidência. Pedetista diz ter dúvida se reeleição é o melhor caminho. 
Uma das principais incógnitas eleitorais no Senado é a senadora Marina Silva, cotada pelo PV para ser a candidata do partido à sucessão presidencial. Marina diz que ainda não definiu se concorrerá à Presidência. O PV, no entanto, tem se articulado para fortalecer alianças em torno da candidatura da senadora acreana. 
 Recentemente, o Partido Verde filiou diversos empresários como o presidente do Conselho da Administração da Natura, Guilherme Leal. A intenção é angariar o empresariado para ampliar apoio político e financeiro para a campanha.
 Também é aguardada com expectativa a decisão do ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati (CE). O senador tucano afirma que espera pelo posicionamento do partido para decidir a qual cargo concorrerá: Senado ou governo estadual. Tasso governou o Ceará por três mandatos (1987/1991 e 1995/2002).
 O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também afirma que ainda não se decidiu. Apesar de sua assessoria confirmar que ele é pré-candidato à reeleição, Cristovam diz que ainda está estudando sua situação. Em 2006, ele concorreu à Presidência da República. Na base aliada de Lula, o ex-governador do DF sabe que o PDT dificilmente terá candidato próprio à sucessão presidencial em 2010. 
 O pedetista também descarta tentar o governo do Distrito Federal novamente. “Ainda não está decidido, mas tenho razões para concorrer à reeleição. Tenho mais de 100 projetos em andamento. Minha saída pararia muitos, se não todos, desses projetos. Tenho usado esses anos todos para fazer uma campanha nacional em prol da educação. Embora reconheça que avançou muito a consciência da população sobre a educação, falta muito ainda”, justifica Cristovam. “E uma coisa é não voltar [para o Senado] por perder [a eleição]. Outra coisa é não voltar porque decidiu não disputar”, afirma.
 O grupo dos indecisos abarca ainda seis senadores suplentes. Parte deles aguarda a posição do titular da vaga para se definir. É o caso do senador Wellington Salgado (PMDB-MG), suplente do ministro das Comunicações, Hélio Costa. O ministro pode abrir caminho para Wellington tentar um novo mandato no Senado, já que tem a intenção de concorrer ao governo de Minas Gerais em 2010. 
 “Muitos dos que não estão declarando explicitamente pela reeleição, vão fazê-lo. Boa parte desses indecisos é suplente, e está esperando para ver como vão se posicionar os titulares. Até o início do ano que vem, as coisas ficam mais claras”, avalia o cientista político Rogério Schmitt.
Conforme mostrou o Congresso em Foco, seis senadores cujos mandatos se encerram em 2011 admitem concorrer ao governo de seus estados. Outros 17 senadores com mandato até 2015 também sinalizam disputar o cargo de governador (leia mais). Na lista dos senadores que continuam nesta legislatura, dez não ambicionam concorrer a nenhum cargo eletivo. Entre eles, o atual presidente da Casa, José Sarney, que pretende exercer seu mandato até 2015.

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