Marina rejeita aproximação com PT antes da votação

Fonte: votebrasil.com

Durante o anúncio do apoio de sindicalistas à sua candidatura, Marina afirmou que ninguém está autorizado a falar em nome do projeto verde sobre uma possível aliança com o PT…

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, rejeitou hoje a ideia de aproximação com o PT antes dos resultados das urnas, em 3 de outubro.

Durante o anúncio do apoio de sindicalistas à sua candidatura, Marina afirmou que ninguém está autorizado a falar em nome do projeto verde sobre uma possível aliança com o PT, como alguns setores do PV especulam, caso a candidata Dilma Rousseff vença a eleição no primeiro turno. “Estamos nos dez primeiros minutos desse jogo”, rebateu a candidata, que disse esperar levar a “partida” para o “segundo tempo”.

Marina recebeu hoje sindicalistas, a maioria da União Geral dos Trabalhadores (UGT), que formalizaram apoio à candidatura. Entre os dirigentes sindicais, 100 em todo o País assinaram a ficha de filiação ao PV, dez deles no evento de hoje com Marina na zona oeste de São Paulo.

As lideranças divulgaram um manifesto com 40 assinaturas em que defendem para a Presidência da República “mais que uma figura ilustrativa de poder”, mas alguém “que conheça as dificuldades vividas no dia a dia pelo povo brasileiro”.

“É muito fácil ir à TV e dizer que é amiga do movimento sindical”, atacou Roberto Santiago, deputado federal do PV e vice-presidente licenciado da UGT, ao criticar, segundo ele, a “falsa” ligação de Dilma com os trabalhadores e a “ojeriza” do tucano José Serra em relação aos sindicalistas. Santiago lembrou a antiga ligação de Marina com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre, entidade da qual a candidata foi vice-presidente e uma das fundadoras.

Temistocles Marcelos, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública de Minas Gerais (SindSaúde-MG) e filiado ao PT, participou do ato de apoio a Marina e não poupou críticas ao seu partido.

“Acho que esse arco de alianças do PT é semelhante a um Titanic”, comparou. Até o presidente da UGT, Ricardo Pattah, que vinha insinuando apoio à petista Dilma, participou do evento mas, segundo ele, apenas como líder da entidade.

Sem rendição

Marina agradeceu o apoio dos sindicalistas, que para ela representam os “núcleos vivos da sociedade”, e afirmou que esses apoios a motivam a “não se render às circunstâncias”. “Alguns estão cantando vitória antes do tempo e outros jogando a toalha antes do tempo”, ironizou.

A candidata disse não estar decepcionada com as pesquisas de intenção de voto que mostram a estagnação da sua candidatura na faixa dos 8% a 10%. Ela afirmou que sua militância é ativa e espontânea e sua candidatura está em “outro patamar”.

“Agradeço a Deus por tê-los (Dilma e Serra) na concorrência. Eles têm uma visão diferente da minha e que não condiz com o novo século”, disse. Para Marina, sua candidatura representa “o novo” nestas eleições.

A candidata voltou a dizer que não pretende utilizar imagens dela com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no horário eleitoral. “Não vou fazer uso oportunista da imagem de ninguém.”

DAIENE CARDOSO – Agência Estado

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