Mantega vai ao FMI com a força que o Brasil conquistou no G20

O Ministro da Fazenda Guido Mantega vai para Istambul nesta terça feira participar de uma reunião do Fundo Monetário Internacional.

Pela primeira vez, um ministro brasileiro vai a uma reunião do FMI com mais poder de voto: os países emergentes conseguiram importante vitória na reunião do G-20, em Pittsburgh, semana passada: aumentou em 5% o peso dos votos deles no FMI.

Mantega conversou com Paulo Henrique Amorim, nesta segunda feira, em São Paulo.

O Ministro diz que, na verdade, o acréscimo de 5% é  simbólico.

O importante é que o poder correspondente aos 5% já existe.

O importante é o deslocamento do Grupo dos 8 para o Grupo dos 20 como fórum principal de discussão dos assuntos econômico internacionais.

E, no Clube dos 20, o Brasil já tinha peso.

Na verdade, lembra Mantega, foi ele, como representante do Brasil, que, em novembro de 2008, na reunião do G20, em São Paulo, propôs o deslocamento do poder para o G-20, como arena que reproduz o novo poder econômico mundial.

Mantega explica a hierarquia da nova ordem econômica: o G-20 está no topo, e dá ordens ao FMI e ao Banco Mundial.

Foi o G-20 que decidiu acatar proposta do Brasil e aumentar o capital do FMI em 250 bilhões de Special Drawing Rights – SDRs, a “moeda” do FMI –  para poder emprestar mais e evitar a crise, que começou em setembro, nos Estados Unidos.

O próprio diretor-gerente do FMI, o socialista francês Dominique Strauss- Khan é de uma linha filosófica diferente dos antecessores – observa Mantega.

Khan foi o primeiro a falar em medidas anticíclicas, para enfrentar a crise.

Mantega se mostrou especialmente animado com o papel que os bancos públicos desempenharam no Brasil neste movimento anticíclico.

Os créditos do BNDES, Banco Brasil e da Caixa aumentaram 32% desde setembro de 2008, contra 9% dos bancos privados.

Paulo Henrique Amorim observou que, quando botou os bancos públicos para emprestar, o presidente Lula assumiu, de fato, a presidência do Banco Central.

Mantega não quis comentar.

Entre os bancos públicos, um papel especial é o da Caixa Econômica, segundo  Mantega.

A Caixa tem importante papel no crédito ao varejo.

Como gestora do PAC, já que é intermediária entre o Governo Federal e os municípios.

E, finalmente, no crédito imobiliário.

A construção civil é “um mercado efervescente”, disse Mantega.

A construção civil criou 2 milhões de empregos este ano.

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