Mais uma para Palocci explicar

Walter Guimaraes
Do Contas Abertas

As suspeitas contra o consultor econômico, hoje ministro, Antônio Palocci continuam a aparecer em Brasília. Nesta quarta-feira, o PSDB apresentou dados obtidos no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), referentes à restituição de imposto de renda de pessoa jurídica da WTorre Properties S.A., empresa que admitiu ter contratado a Projeto Consultoria Financeira, do atual chefe da Casa Civil.

De acordo com os dados apresentados pelo deputado Francisco Francischini (PSDB/PR), no dia 24 de agosto de 2010, a WTorre solicitou restituições relativas aos anos-base de 2007 e  2008. A Receita Federal liberou o repasse no dia 6 de outubro, em duas ordens bancárias, com valores de R$ 6.259.531,67 e R$ 2.920.770,00. Em ambas as ordens bancárias, liberadas em 44 dias, constam a seguinte descrição: “saldo negativo IPRJ”.  

Para o deputado tucano, há fortes indícios de tráfico de influência para beneficiar a campanha da então candidata Dilma Rousseff. Isto porque a WTorre fez doação de R$ 1 milhão no mesmo dia que protocolou a solicitação de restituição, e outra, do mesmo valor, duas semanas depois.

“Não quero chegar ao ponto de dizer que há envolvimento da campanha, mas quero que se explique essas doações, porque ele (Palocci) era um dos arrecadadores da campanha. É preciso que Dilma dê ordem ao Palocci para que a sujeira que está na Casa Civil não chegue no gabinete da Presidência”, afirmou o deputado tucano em entrevista coletiva. Para o PSDB isso poderia ser uma triangulação de interesses empresariais.

Vale lembrar que o ministro Palocci, nas eleições para deputado federal de 2007, recebeu R$ 100 mil como doação de campanha da, cada dia mais famosa, WTorre.

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