Em carta ao PSDB, Aécio promete provar inocência

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O presidente licenciado do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), enviou uma carta de despedida aos colegas de partido em que faz um balanço de sua gestão e promete provar a inocência diante das acusações que tem recebido da Justiça. A carta foi enviada a três dias da convenção nacional do partido.

“Desde que me afastei da presidência do PSDB, em maio último, venho me dedicando de maneira integral à minha defesa diante das falsas e criminosas acusações de que sou vítima. Estejam certos de que, ao fim, restará provada a absoluta correção de todos os meus atos. Assim como foi ao longo destes últimos 30 anos, serei sempre um dedicado tucano pronto para lutar junto com o PSDB pelo Brasil e pelos brasileiros”, escreveu o senador tucano em tom de despedida.

Aécio comandou a legenda de 2013 a 2017. Desde maio ele está afastado da presidência do partido por conta das denúncias contra ele no caso JBS, em que foi gravado pelo empresário Joesley Batista pedindo R$ 2 milhões. O Ministério Público Federal (MPF) acusa o tucano dos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Além de negar as acusações e justificar os atos cometidos, o senador avaliou sua gestão afirmando que o partido teve um salto nas últimas eleições. “A presente força eleitoral tucana consolidou-se nas eleições municipais de 2016, quando o PSDB sagrou-se o grande vencedor, com mais de 800 prefeitos eleitos de norte a sul do país, além de mais de 5.300 vereadores eleitos”. Além disso, fez apelo para que o PSDB se engaje na aprovação da reforma da Previdência.

No próximo sábado, 9, os tucanos elegerão o parlamentar que comandará o partido e a tendência é que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seja o novo presidente nacional. Aécio destacou que confia no trabalho de Alckmin para “pacificar” o partido, que vem de um racha provocado pela rivalidade entre ele e o senador Tasso Jereissati (CE), que presidiu o PSDB interinamente.

A rixa com Tasso se intensificou em novembro, quando Aécio decidiu afastar o senador cearense do comando da legenda e colocou o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman em seu lugar. Aécio disse ter feito isso em nome da isonomia do partido.

Tasso disputaria a presidência do partido com o governador de Goiás, Marconi Perillo. Entretanto, ambos decidiram abandonar as candidaturas após um acordo costurado pela cúpula do PSDB. Com isso, decidiram deixar Alckmin como candidato único. O governador de SP também é o favorito para disputar o Palácio do Planalto em 2018.

 

Fonte: Opinião&Notícia

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