Lula disse a delegado que só sairia algemado para depor

 .
Ex-presidente aceitou acompanhar delegado somente após ser aconselhado por advogado
.
Lula disse a delegado que só sairia algemado para depor
Lula durante discurso no Diretório Nacional do PT após depoimento à PF (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

O delegado da Polícia Federal Luciano Flores informou neste domingo, 6, ao juiz Sérgio Moro que o ex-presidente Lula disse que só sairia algemado do seu apartamento para depor.

Leia também: ‘Eu estou vivo e sou mais honesto que vocês’, diz Lula
Leia também: Cerco a Lula polariza o país

Após ser aconselhado por advogado, no entanto, Lula aceitou acompanhar o delegado que o conduziu para prestar depoimento a investigadores da Operação Lava Jato.

Na última sexta-feira, 4, agentes da PF cumpriram mandado de condução coercitiva de Lula, principal alvo da 24ª fase da Lava Jato. O ex-presidente foi obrigado a prestar depoimento. O juiz federal Sérgio Moro determinou, entretanto, que “em hipótese alguma” Lula deveria ser algemado ou filmado durante o processo.

Ainda de acordo com o delegado Luciano Flores, os agentes da PF chegaram à casa de Lula, em São Bernardo do Campo às 6h. O ex-presidente abriu a porta e autorizou que os policiais cumprissem o mandado de busca e apreensão.

Após ser solicitado a acompanhar os agentes para depor, Lula disse “que não sairia daquele local, a menos que fosse algemado. Disse ainda que se eu quisesse colher as declarações dele, teria de ser ali”, relatou Luciano Flores. Por questões de segurança, o delegado disse que não seria possível e que havia um local preparado no aeroporto de Congonhas.

“Disse ainda que, caso ele se recusasse a nos acompanhar naquele momento para o Aeroporto de Congonhas, eu teria que dar cumprimento ao mandado de condução coercitiva que estava portando, momento em que lhe dei ciência de tal mandado”, ressaltou Luciano Flores, que afirmou ainda que, após ouvir as orientações de um advogado, “o ex-Presidente disse que iria trocar de roupa e que nos acompanharia para prestar as declarações”.

A audiência no aeroporto de Congonhas durou três horas. Lula deixou o local em veículo próprio, dispensando a segurança da PF.

Em nota divulgada neste domingo, 6, advogados do ex-presidente afirmaram que a condução coercitiva foi ilegal, ressaltando que houve “grave atentado à liberdade de locomoção de um ex-presidente da República sem qualquer base legal”.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Deixe um comentário