Brasil  

Lula critica os que consideram que o Brasil está ficando “prepotente”

Yara Aquino, Renata Giraldi e Luiz Antônio Alves
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do colega venezuelano, Hugo Chaves, que visita hoje (28) o Brasil, respondeu aos que criticam o governo e consideram que o país está ficando “prepotente” por se envolver na discussão de conflitos internacionais que antes estavam restritos às grandes potências. “Muita gente não aceita isso com facilidade porque o normal era que fôssemos subordinados a uma grande potência”, afirmou.

Lula também criticou os que não aceitam a sua política externa de criar e fortalecer os mecanismos de integração da América do Sul, apoiando vizinhos como a Venezuela e a Bolívia. “Algumas pessoas no Brasil não acreditavam no Mercosul e queriam a construção da Alca, pessoas que criticaram a criação da Unasul, pessoas que acham que o Brasil está ficando muito prepotente, que está se metendo em conflitos internacionais que até então eram discutidos apenas pelas grandes potências, pessoas que tinha preconceito da nossa relação de amizade”.

O presidente brasileiro aproveitou para lembrar da primeira vez que o perguntaram, ainda durante a campanha eleitoral, sobre a sua opinião em relação a Hugo Chávez, e que o achava uma figura fantástica. “Não fui crucificado por que não tinha madeira para fazer cruz”, disse Lula afirmando ainda que hoje a Venezuela se transformou em um parceiro “excepcional” do Brasil e de empresários que antes tinham medo de investir no país.

Após os dois presidentes terem conversado reservadamente por cerca de duas horas, Lula afirmou que a relação do Brasil com a Venezuela é “irreversível”, e que durante o período em que ele esteve na Presidência essa relação avançou mais do que nos últimos 200 anos. “É irreversível a relação entre a Venezuela e o Brasil, a importância da Venezuela como um país estratégico, com uma quantidade enorme de matéria-prima com reserva extraordinária de petróleo e gás”.

Edição: Aécio Amado

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