Lula admite 2 palanques pró-Dilma e volta a defender Belo Monte

Fonte: vermelho.org.br

Após lançar um programa de incentivo à produção de óleo de palma e entregar títulos de licenciamento ambiental para 3,7 mil agricultores em Tomé-Açu (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos jornalistas que a unidade da base aliada era o ideal, mas se não for possível haverá dois palanques nos estados a favor da candidatura Dilma. Lula também voltou a defender a construção da Usina Hidrelétrica (UHT) de Belo Monte .

O presidente primeiro negou que havia afirmado que dois palanques nos estados seriam prejudicial à candidatura Dilma. “Isso é o contrário de tudo que eu venho dizendo, desde que nós estamos construindo a nossa candidatura”, alegou.

Segundo ele, o ideal era a unidade da base em torno de um candidato à Presidência e outro no Estado. “Se isso não for possível, nós vamos ter de encontrar um jeito de que as pessoas possam ter um palanque, possam ter dois palanques”, afirmou.

No caso do Pará, onde a governadora Ana Júlia Carepa (PT) pode enfrentar o deputado Jader Barbalho (PMDB) no seu projeto de reeleição, o presidente disse que ainda é cedo para apostar na divisão da base.

“Nós temos até junho para resolver isso. Eu acredito muito na capacidade de discernimento das pessoas, como eu acredito muito na capacidade de articulação política da direção do meu partido, da governadora Ana Júlia. Estou convencido de que a gente pode construir alianças aqui no estado do Pará.”

Sobre a verticalização das alianças no país com o PMDB, Lula afirmou que essa condição não se aplicaria aos peemedebistas. “Eu não diria verticalizar, porque tem estado em que o PMDB é radicalmente contra o governo, como o estado de Pernambuco, por exemplo. Eu não espero nada em Pernambuco. Eu espero que a maioria e que a direção do partido esteja na posição melhor, que é a posição da aliança política”, argumentou.

Defesa de Belo Monte

O presidente também voltou a defender a construção da usina de Belo Monte. Afirmou que as pessoas precisam lembrar que o reservatório atual do lago no projeto “é menos da metade do que era o projeto original” e que o governo tem R$ 3,5 bilhões para serem gastos nas mitigações ambientais e na área social.

“Eu acho que o Pará tem que fazer uma briga nacional. O meu objetivo com a Vale do Rio Doce é de tentar industrializar o Pará. É por isso que nós estamos trazendo a Petrobras para produzir biodiesel aqui, porque nós queremos fazer com que aqui tenha indústria, não apenas levar madeira ou levar minério de ferro, ou levar bauxita, alumínio. Então, eu penso que as pessoas precisam compreender o que pode acontecer com uma hidrelétrica”, disse.

Referindo-se a questão ambiental, o presidente disse que o governo aprendeu a não repetir as mazelas do que foi feito na década de 60 e 70 quando as pessoas eram “simplesmente expropriadas das suas terras e ficavam ao deus-dará”.
 
“Não! Nós queremos cuidar com carinho, nós fizemos todas as audiências públicas. Mas eu estou convencido de que a maioria do povo do Pará quer a hidrelétrica e quer outras coisas que têm que vir pra cá.”

De Brasília,
Iram Alfaia

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