Leishmaniose canina: eutanásia é a solução?

A descoberta de alguns casos de leishmaniose canina na região Sul Fluminese traz novamente à tona um debate bastante polêmico: a eutanásia de cães testados positivo para controle da doença.   Apesar de existir tratamento, o Ministério da Saúde do Brasil determina, desde 1963, que os cães infectados sejam sacrificados. A doença é transmitida através da picada de um inseto conhecido popularmente como mosquito-palha. Os cães são hospedeiros da doença. Ao picar um cachorro infectado, o mosquito-palha pode transmitir a doença para outros cães e também para os seres humanos.

No Brasil, ao contrário do que acontece nos países europeus, por exemplo, a política adotada é de sacrificar o animal testado positivo, o que, segundo muitos veterinários, não resolve o problema. O ideal, dizem os especialistas, é controlar o vetor, isto é, o mosquito-palha.   Quando um cão é testado positivo os veterinários são obrigados a notificar a Vigilância Sanitária de suas cidades e os donos dos animais recebem a recomendação da eutanásia.   Prevenção e sintomas       Para evitar a proliferação da doença, a recomendação dos veterinários é manter os quintais sem matéria orgânica, usar coleiras repelentes nos cachorros e colocar telas nos canis. Há também uma vacina que pode ser encontrada nas clínicas particulares de regiões endêmicas, mas que só pode ser aplicada após o cão ser testado negativo.   Os sintomas da doença nos cães são bem variados, incluindo feridas de difícil cicatrização, crescimento exagerado das unhas, emagrecimento, fadiga, prostração, perda de pelo, falta de apetite e febre.   Embora os cães sejam os mais afetados, animais silvestres e urbanos, como gatos, além dos seres humanos, também podem ser contaminados.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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