Legalização da maconha: a questão do racismo

Um novo relatório da ACLU entitulado “A Guerra Contra a Maconha em Preto e Branco” expõe as desigualdades ultrajantes na aplicação das leis americanas que criminalizam a posse de maconha. Os dois gráficos abaixo demonstram a situação.

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A ACLU não chega ao ponto de exigir igualdade racial para as prisões por posse de maconha. A associação verifica o “chocante viés racial” e o fato de que bilhões de dólares são desperdiçados para reduzir o uso de maconha, e conclui que a guerra contra a maconha fracassou.

A mudança estratégica do movimento pró-legalização na direção do racismo do sistema de justiça criminal dos EUA é enternecedora. O racismo institucionalizado é a maior perversão dos Estados Unidos e permanece entranhado na vida cotidiana americana, mas sua presença tornou-se imperceptível para a maioria das pessoas. Se a perspectiva de um dia poder fumar um baseado impunemente é o que é necessário para fazer com que universitários se choquem com o fato de que a guerra contra as drogas acabou se tornando a segunda encarnação das leis segregacionistas, então que seja. Pessoas doentes não se importam com as razões que fizeram as pessoas quererem ajudá-las a legalizar a maconha medicinal. Aqueles que foram presos injustamente não se importarão com as razões por trás de sua libertação.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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