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Khadafi teria US$ 200 bilhões em contas no exterior

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

De acordo com membros do governo líbio, o ex-ditador do país, Muammar Khadafi desviou secretamente mais de US$ 200 bilhões em contas bancárias e investimentos empresariais e imobiliários ao redor do mundo. Os números são equivalentes a cerca de US$ 30 mil para cada cidadão do país, e o dobro do valor inicialmente cogitado pelos governos ocidentais.

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Se os valores estiverem corretos, Khadafi entrará para a história como um dos mais gananciosos e bizarros líderes da história, numa lista que inclui nomes como Mobutu Sese Seko, do Zaire, e Ferdinando Marcos, das Filipinas.

A morte de Khadafi após sua captura em sua cidade natal ainda não pode ser considerada o grande fim da revolução que surgiu na Líbia em fevereiro. A revelação dos valores desviados por Khadafi pode gerar fúria entre a população, já que 1/3 dos líbios vive na pobreza. O governo de transição dificilmente terá acesso aos bens, já que eles foram congelados pelas Nações Unidas, e as leis nacionais determinam que bens confiscados só podem ser liberados para seus donos legítimos.

Até agora, apenas US$ 700 milhões dos bens de Khadafi nos Estados Unidos foram liberados, e alguns países africanos evitaram o congelamento em lealdade ao ex-líder da Líbia. Membros do governo norte-americano ficaram surpresos ao descobrir US$ 37 bilhões em contas bancárias e investimentos do regime líbio nos Estados Unidos, e rapidamente congelaram os bens antes que o ditador ou membros de sua família pudessem ter acesso a eles.

Outros US$ 30 bilhões foram congelados na França, Alemanha e Inglaterra. Investigadores estimavam que Khadafi tivesse espalhado outros US$ 30 bilhões pelo resto do mundo, totalizando cerca de US$ 100 bilhões no exterior, mas investigações posteriores mostram que o ex-ditador líbio enviou mais dezenas de bilhões anualmente, e manteve investimentos lucrativos em inúmeros países, especialmente no Oriente Médio e no Sudeste Asiático. Os US$ 200 bilhões seriam o dobro da produção econômica anual da Líbia (antes da revolução), que mantém as maiores reservas de petróleo da África.

Membros de governos envolvidos na operação que derrubou Khadafi tiveram dificuldade não apenas em identificar o dinheiro do líder líbio, mas também em convencer países como Índia, China e Rússia a confiscar os investimentos líbios como exigia a resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Investigações mostram que os investimentos do regime se estendiam por vários negócios ocidentais como o clube italiano de futebol Juventus, o banco italiano UniCredit e a editor britânica Pearson, dona do jornal Financial Times. Agora, acredita-se que outros bens da família Khadafi incluem contas com dinheiro das vendas nacionais de petróleos, e investimentos em nações vizinhas, já que Khadafi tinha a ambição de criar e comandar uma aliança pan-africana.

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