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Justiça que justifica a impunidade

JUSTIÇA QUE JUSTIFICA A IMPUNIDADE

O Superior Tribunal de Justiça, elogiado por suas recentes decisões, como no caso do mensalão que envolveu grandes nomes da nossa política, surpreendeu a todos, em especial aos mais renomados e respeitados juristas do nosso País, ao criar jurisprudência de que um preso, condenado e ainda com direito a recorrer, deve ser colocado em liberdade, independente do crime cometido.

A população que vive em total estado de insegurança e que há muito não acredita em uma justiça que mantém atrás das grades  quem rouba uma lata de leite, porém, mantém em liberdade políticos e empresários envolvidos, muitos comprovadamente, em atos de corrupção ou assassinatos, deplorou essa decisão, que so irá beneficiar aos que tiverem muita “bala na agulha”, condição única para contratar os grandes escritórios de advocacia que irão representá-los na nossa mais alta Corte de Justiça.

Nossos magistrados costumam, diante de decisões polêmicas, alegar que estão seguindo estritamente o que determina a Lei,  mas nada, nem o Código Penal ou qualquer outra Lei, pode ser mais importante que a  justiça, se aplicada, como deve ser, com coerência, imparcialidade, ética e honestidade.

O Brasil espera que o Superior Tribunal de Justiça possa rever essa decisão, que só contribui para consolidar a impunidade  e colocar em risco, não só o cidadão, mas, pricincipalmente, as autoridades responsáveis pelas prisões e condenações desses criminosos.

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Um comentário para “Justiça que justifica a impunidade”

  1. >>Ana Neves disse:

    De fato, há que se fazer alguma coisa! Ter vergonha do STJ é sentir-se mais do que órfão! E, no momento, é só o que consigo sentir: vergonha. Sensação de não existir mais quem nos proteja; de estamos ao léo… à deriva e sem saber em que rocha ou praia esse barco vai parar ou se espatifar! A sensação que nos dá é semelhante a de se procurar ajuda e proteção e nos ser oferecido LEGALMENTE o risco, o medo, a insegurança! Benesses aos fora-da-lei; alívio a quem tirou o do próximo, regalias a quem só usurpou, roubou, traficou, “propinou” e outros “ous” que só nos causam asco.
    O clamor continua sendo: BASTA, SENHORES!