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Julgamento na Austria deixa cidade cercada

O julgamento do ‘monstro de Amstetten’ começa amanhã na cidade austríaca de Sankt Pölten sob medidas de segurança sem precedentes. Os acessos ao tribunal foram cortados e foi ordenado o fechamento do espaço aéreo sobre a localidade, num raio de um quilometro em redor e até uma altura de 1800 metros.
Curiosamente, os inimigos mais temidos neste autêntico cerco,  parecem ser os jornalistas. Cem polícias vão vigiar e os 98 repórteres acredenciados, na sala de audiências e a mesma atenção constante será concedida aos oito membros do júri.
O objectivo é impedir qualquer contacto com a imprensa que ponha em dúvida o sigilo do julgamento, que será realizado à porta fechada. Os jornalistas apenas presenciarão a leitura do auto de acusação e da sentença, prevista para sexta-feira.
Durante o julgamento, cerca de 200 jornalistas  terão acesso diário a uma gravação, cuidadosamente editada.
Calcula-se que mais de três mil jornalistas de todo o Mundo estejam em Sankt Pölten, onde os hotéis e pensões estão lotadas, e as autoridades temem tentativas de suborno a funcionários e polícias para obter informações adicionais. O jornal britânico ‘The Sun’, por exemplo, oferece dez mil euros a quem fornecer uma fotografia de Fritzl na prisão.
O ‘monstro’ é acusado de manter a filha Elisabeth mantida em cativeiro desde os 18 anos e de a violar repetidamente durante os 24 anos seguintes. Dos sete filhos que resultaram da relação incestuosa, um morreu ainda bebe, em 1996, porque, segundo a acusação, o pai-avô recusou levá-lo ao hospital, e três foram levados  para a casa de Fritzl a fim de serem educados juntamente com os seus seis filhos legítimos. Para explicar o aparecimento das crianças, Josef Fritzl contou à mulher, Rosemarie, que Elisabeth os tinha abandonado devido às normas de uma seita religiosa à qual tinha aderido depois de ter fugido de casa.

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