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Josef Fritzl, o “monstro” declara-se culpado de violação e incesto

O austríaco de 74 anos que manteve a filha presa numa durante 24 anos e com a qual teve sete filhos, tendo um oitavo morrido, vai ser julgado no tribunal austríaco de St. Polten. Josef Fritzl já se declarou culpado de violação e incesto mas nega a acusação de homicídio e escravização. O «monstro», como ficou conhecido, é acusado de homicídio, violação, incesto, coerção, prisão e escravização. A acusação de homícidio deve-se à morte de um oitavo filho de Fritzl e da sua filha, que teria morrido ainda bebê e teria sido incinerado. Suspeita-se que a criança teria sobrevivido se tivesse tido assistência médica.

Se não se comprovar a acusação de homícídio, o homem de 74 anos poderá enfrentar uma pena mais branda, 15 anos de prisão, pela acusação de violação. De acordo com as leis austríacas, após sete anos e meio de cumprir a pena ele teria direito a sair em liberdade. Aparentemente, Josef Fritzl tem consciência dos seus atos, o que faz dele imputável e, portanto, suscetível de ser condenado. Um relatório psiquiátrico, publicado em outubro do ano passado, garante que o «monstro» não sente qualquer culpa, adiantando que Josef Fritzl tem uma perturbação de personalidade de tipo narcísismo, na qual a principal fantasia é a de poder absoluto sobre os outros.

A Justiça estipulou um período de cinco dias para o julgamento e o resultado é esperado para sexta-feira à tarde. As deliberações serão feitas sem a presença da imprensa, que só terá acesso ao tribunal  durante a leitura das acusações e para a leitura do veredicto.

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