José Serra: adversários não respeitam democracia

Por Mário Coelho – congressoemfoco.com.br

Na convenção que oficializou sua candidatura à Presidência, presidenciável do PSDB faz crítica indireta a Lula e Dilma pelas seguidas multas aplicadas pelo TSE.

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, elevou o tom neste sábado em seu discurso na convenção nacional do partido, em Salvador. Indiretamente, ele criticou o presidente Lula e a tentativa do PT em eleger a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff. Ao fazer menção às recentes multas aplicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a Lula, Serra disse que acredita na democracia e “isso não é uma crença de ocasião”.

“Acredito na democracia e isso não é uma crença de ocasião. Muitos políticos ou partidos que se apresentam como democratas, desdenham a democracia nas suas ações diárias. Mas ao contrário de adversários políticos, para mim o compromisso com a democracia não é tático, não é instrumental. É um valor permanente. Inegociável”, afirmou Serra no seu discurso na convenção nacional que ratificou seu nome na disputa à presidência, realizada hoje em Salvador. “Não é com o menosprezo ao Estado de Direito e às liberdades que vamos obter mais justiça social duradoura. Não há justiça sem democracia, assim como não há democracia sem justiça”, completou.

No seu discurso, Serra chegou a comparar Lula ao imperador francês Luís XIV. “Acredito que o Estado deve subordinar-se à sociedade, e não ao governante da hora, ou a um partido. O tempo dos chefes de governo que acreditavam personificar o Estado ficou pra trás há mais de 300 anos. Luis XIV achava que o estado era ele. Nas democracias e no Brasil, não há lugar para luíses assim”, discursou.

Ao dizer que aceita ser candidato do PSDB à presidência, Serra disparou, desta vez, contra Dilma Rousseff. Novamente sem citar o nome da adversária, disse que não caiu de para-quedas na disputa. “Não comecei ontem e não caí de pára-quedas. Apresentei-me ao povo brasileiro, fui votado, exerci cargos, me submeti ao julgamento da população, fui aprovado e votado de novo. Assim foi em cada degrau, em cada etapa da minha vida. Isso demonstra meu respeito pela vontade popular. 80 milhões de votos ao longo da vida pública – 80 milhões de vezes brasileiros me disseram sim, siga em frente que nós te apoiamos”, disse.

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