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Joaquim Barbosa se defende de críticas petistas nas redes sociais

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timthJoaquim Barbosa, ex-presidente de Supremo Tribunal Federal (STF), usou novamente as redes sociais para reafirmar sua opinião sobre a demissão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e defender-se dos ataques de petistas, que condenaram seus posts no Twitter sobre as audiências do ministro com os advogados das empresas investigadas na Operação Lava-Jato.

“Sobre as reações aos meus posts recentes sobre confusão entre Política e Justiça: meus críticos fingem não saber que hoje sou um cidadão livre. ‘Cidadão livre’: livre das amarras do cargo público. Cidadão na plenitude dos seus direitos, pronto para opinar sobre as questões da ‘Pólis’”, disse Barbosa em dois de seus tweets.

Além de se defender dos ataques petistas, o ex-ministro do STF aproveitou para criticar a conduta dos advogados envolvidos no caso, afirmando que não se deve procurar políticos para resolver problemas de Justiça.

“Se você é advogado num processo criminal e entende que a polícia cometeu excessos/deslizes, você recorre ao juiz. Nunca a políticos! Os que recorrem à política para resolver problemas na esfera judicial não buscam a Justiça. Buscam corrompê-la. É tão simples assim”.

A Comissão de Ética Pública da Presidência será acionada para investigar os atos do ministro José Eduardo Cardozo, que manteve reuniões com os advogados das empreiteiras da Lava-Jato sem registrá-las. Os deputados da oposição irão apresentar requerimentos para levar o ministro às comissões temáticas do Congresso Nacional.

Petistas defendem Cardozo

Os parlamentares do PT se pronunciaram para defender o ministro. Disseram que faz parte do cargo dele estar em contato com os advogados e que isso é uma demonstração da vontade do governo de resolver o caso de corrupção na Petrobras. O deputado Alfonso Florence (PT-BA) afirmou também que o fato de as reuniões não aparecerem na agenda do ministro é algo que não passa por ele. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) reforçou a afirmação de Florence e aproveitou para alfinetar Joaquim Barbosa.

“É um ministro que conversa com a advocacia, diferentemente do ministro demissionário do STF que não recebia os advogados para conversar. Não é justo que depois de se demitir, queira demitir ministros”.

 

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