João Doria adia planos de disputar a presidência

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O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), adiou seus planos de concorrer à presidência da República nas eleições de 2018.

Segundo interlocutores próximos de Doria, o tucano reconheceu que no cenário atual o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), tem mais chances em uma eventual disputa interna no PSDB pela vaga de presidenciável do partido.

Um dos aliados de Doria que defende a mudança de planos é o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB-SP). Antes simpático à candidatura de Doria, Morando afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que no plano nacional “Alckmin não tem concorrente”. “Tenho convicção de que o Geraldo se consolidou”, disse o prefeito.

Aliados de Doria vêm aconselhando o prefeito a não entrar em um embate com Alckmin, que pavimentou o caminho de Doria à prefeitura, pois acarretaria em mais desgaste a sua imagem. O prefeito também é aconselhado a não deixar o PSDB para enfrentar Alckmin em uma candidatura por outro partido, algo que Doria vinha cogitando.

Doria vem admitindo a pessoas próximas que a euforia em torno de sua ascensão meteórica como “gestor não político” se esvaiu. Prova disso é a vertiginosa queda em sua popularidade, que caiu para 32%, segundo a mais recente pesquisa do Datafolha. Ele aponta como motivo o desgaste em sua imagem causado por polêmicas como as constantes viagens para fora da capital paulista, o projeto de combate à fome apelidado de farinata e o desentendimento com o tucano Alberto Goldman, a quem Doria chamou de improdutivo.

Diante disso, a nova estratégia de Doria é mirar a candidatura ao governo de São Paulo, algo que aliados consideram um passo essencial para chegar ao Planalto. O plano é desbancar o senador tucano José Serra (PSDB-SP), que ainda sonha com a presidência, mas vem se consolidando como nome do PSDB na disputa pelo governo paulista.

Aliados de Doria afirmam que os planos do prefeito somente serão confirmados após a próxima reunião da cúpula do PSDB, prevista para o dia 9 de dezembro. Segundo eles, se Alckmin sair da convenção mais consolidado como candidato tucano ao Planalto, Doria começará a se posicionar mais claramente sobre a intenção de disputar o governo. Seja qual for o cargo disputado, aliados aconselham Doria a usar como propaganda a seu favor o fato de nunca ter sido citado na Operação Lava Jato e a proximidade que adquiriu com o presidente Michel Temer.

 

Fonte: Opinião&Notícia

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