Itaú fechou 2009 com lucro de mais de R$ 10 bi e Santander 13% no quarto trimestre

Fonte: monitormercantil.com.br

O Itaú Unibanco fechou o ano de 2009 com lucro líquido de R$ 10,1 bilhões. O resultado representa uma crescimento de 0,6% contra o registrado em 2008, de R$ 10 bilhões. Os números são apresentados na base pró-forma porque a fusão que uniu Itaú e Unibanco aconteceu em novembro de 2008. O número está acima dos resultados dos principais concorrentes privados da instituição: Bradesco (lucro de R$ 8 bilhões) e Santander Real (R$ 5,5 bilhões).

Já a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio ficou em 21,4%, queda de 2 pontos percentuais na comparação com igual período de 2008, quando foi de 23,4%. O patrimônio líquido consolidado fechou o ano em R$ 50,7 bilhões. E a carteira de crédito, incluindo avais e fianças, atingiu R$ 278,4 bilhões, com crescimento de 2,4% ante 2008. A carteira de crédito livre, para pessoa física, atingiu R$ 103,1 bilhões, com crescimento de 10,7%.

O segmento de grandes empresas, por sua vez, atingiu R$ 88,9 bilhões e o de micro, pequenas e médias empresas chegou a R$ 61,0 bilhões. Os recursos próprios livres, captados e administrados totalizaram R$ 855,1 bilhões, evoluindo 5,9% no período.

O Índice de Basileia (limite mínimo de capital para garantir empréstimos) foi de 16,7% no fim de dezembro. O total de ativos consolidado alcançou R$ 608,3 bilhões em 31 de dezembro de 2009. As ações preferenciais do banco subiram 61,5% no ano passado. O valor de mercado do Itaú Unibanco chegou, então, a R$ 175,1 bilhões no fim de dezembro. No quarto trimestre de 2009, a instituição financeira registrou lucro líquido de R$ 3,21 bilhões, contra R$ 1,87 bilhões no mesmo período de 2008, o que representa crescimento de 71,6%.

 Lucro do Santander cresce 13%

O Santander, segundo maior banco da Espanha em valor de mercado, registrou aumento de 13% em seu lucro líquido do quarto trimestre de 2009, ao alcançar 2,2 bilhões de euros (US$ 3,04 bilhões), ficando levemente acima das projeções dos analistas, que esperavam lucro de 2,13 bilhões de euros. O banco espanhol havia registrado lucro de 1,94 bilhão de euros no mesmo período de 2008. Ao longo do ano passado, o lucro da instituição subiu 1%, para 8,94 bilhões de euros (US$ 12,3 bilhões), contra 8,88 bilhões de euros do ano anterior.

Com a ajuda de uma série de aquisições feitas durante os piores momentos da crise financeira global, os resultados atingidos no quarto trimestre, as metas de ganhos para o ano foram atingidas, o que já era aguardado pelo chairman da instituição, Emilio Botin.

As compras feitas pelo Santander durante os últimos anos – Banco Real no Brasil, Alliance & Leicester e Bradford & Bingley no Reino Unido, além de uma série de ativos de financiamento ao consumo – contribuíram com 1,55 bilhão de euros para os resultados do ano passado. Apenas a aquisição do banco norte-americano Sovereign resultou em um prejuízo de 25 milhões de euros.

O Santander espera a contribuição destes ativos aumente para mais de 2,3 bilhões de euros neste ano e para cerca de 3 bilhões de euros em 2011. Os empréstimos inadimplentes cresceram ao ritmo mais lento dos últimos cinco trimestres, para 3,24% dos empréstimos totais no fim de dezembro. O capital principal, medida de força financeira do banco, subiu para 8,6% no fim do ano, de 7,7% em setembro, dando ao Santander uma proteção favorável para enfrentar a ainda fraca economia da Espanha. O banco disse que vai distribuir metade de seus lucros de 2009 como dividendo.

 Santander Brasil e sinergias

O banco Santander Brasil obteve lucro líquido de R$ 1,591 bilhão nos três últimos meses de 2009, alta de 75,6% ante R$ 906 milhões do último trimestre de 2008. No exercício de 2009, o lucro consolidado foi de R$ 5,508 bilhões, o que em comparação aos R$ 3,913 bilhões de 2008 significa um aumento de 40,8%.

Os ganhos de sinergias no processo de integração do Santander com o Banco Real atingiram R$ 1,1 bilhão e superaram a meta estabelecida pela instituição em R$ 300 milhões. Segundo o presidente do Grupo Santander Brasil, Fabio Barbosa, esse resultado contribuiu para o crescimento de 41% no lucro líquido da instituição em 2009, de R$ 5,508 bilhões, conforme o padrão contábil internacional (IFRS).

Para 2010, o banco estima que os ganhos de sinergias devem alcançar R$ 1,6 bilhão e, no ano seguinte, atingir R$ 2,4 bilhões. O lucro da unidade brasileira correspondeu a 20% de todo o Grupo Santander no ano passado e 57% da América Latina. O lucro atribuído ao país no balanço do banco espanhol foi de US$ 3,013 bilhões, alta de 27% em relação a 2008. Barbosa também creditou a melhora nos números à combinação entre o aumento das receitas e à redução das despesas no ano passado.

Faturamento

O faturamento líquido com comissões – que inclui tarifas, taxa de fundos, seguros, operações no mercado de capitais, entre outros – apresentou crescimento de 6,3%, para R$ 6,2 bilhões. Os ganhos especificamente com tarifas aumentaram 3,4%, uma expansão menor do que a da base de clientes, que cresceu 6%.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) ajustada pelo ágio da incorporação do Real fechou 2009 em 19,3%, alta de 2,6 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, o retorno ainda situa-se abaixo dos principais concorrentes, como Itaú Unibanco. “Nossa meta, que inclusive foi colocada durante o IPO, é recuperar essa diferença”, afirmou Barbosa.

Banco Real

Como conseqüência da consolidação do Banco Real a partir de agosto de 2008, os resultados operacionais do Santander Brasil para os períodos de doze meses encerrados em 31 de dezembro de 2008 e 2009 não são diretamente comparáveis. O banco apresenta dados pro-forma para o período de doze meses de 2008, como se tivesse consolidado o Banco Real a partir de 1º de janeiro de 2008.

Incluindo os resultados da consolidação do Real, o lucro líquido consolidado (não-auditado) de 2008 seria de R$ 2,378 bilhões. As demonstrações financeiras completas auditadas estarão disponíveis até o dia 30 de abril de 2010. O total de receitas no quarto trimestre é de R$ 7,860 bilhões, 19,54% maior que os R$ 6,575 bilhões do mesmo período de 2008, ao passo que no ano de 2009 soma R$ 31,279 bilhões, aumento de 19,6%.

Os ativos totais em dezembro de 2009 somaram R$ 315,973 bilhões, alta de 7,4% e a carteira de crédito de clientes atingiu R$ 138,394 bilhões, crescimento de 1,7%. O patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2009 era de R$ 40,954 bilhões, excluindo o ágio de R$ 28,312 bilhões da aquisição do Banco Real e da Real Seguros Vida e Previdência. O índice de Basiléia em dezembro alcançou 25,5%, com crescimento de 10,8 pontos percentuais em doze meses.

Basiléia

No final do ano passado, o patrimônio líquido do banco era de R$ 40,954 bilhões. Por conta da oferta de ações realizada em outubro do ano passado, na qual o Santander captou R$ 13,2 bilhões, o índice de Basiléia, que mede a adequação de capital, subiu de 14,7% para 25,6% em 2009, também excluindo a amortização de ágio.

“Esse patamar será reduzido ao longo do tempo e também deve se situar em níveis próximos aos dos demais bancos, até porque uma Basiléia alta diminui o retorno do banco”, ressaltou o presidente do banco, Fabio Barbosa.

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