Brasil  

Irmão de Erenice pode ter desviado R$ 5,8 milhões na UnB

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), a editora da UnB era usada para captar dinheiro de fundações e distribuir o montante a pessoas ligadas à cúpula da diretoria.

O irmão da ministra Erenice Guerra (Casa Civil), José Euricélio Alves de Carvalho, pode ter sido responsável pelo desvio de R$ 5,8 milhões da editora da Universidade de Brasília (UnB), de acordo com uma auditoria do governo.

Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público, a editora da UnB fazia parte de um esquema de terceirização no qual não havia comprovação de que os serviços foram realizados. Desta forma, a editora teria sido usada para captar dinheiro de fundações e distribuir o montante a pessoas ligadas à cúpula da diretoria.

José Euricélio era da direção da editora da UnB e coordenador-executivo dos programas. Segundo o relatório da CGU, os R$ 5,8 milhões foram desviados para 529 pessoas, sem comprovação de que o serviço foi feito.

Pagamentos

A folha de pagamentos da editora inclui o próprio José Euricélio e Israel Guerra, filho da ministra. Entre os anos de 2005 e 2008, foram destinados pelo menos R$ 134 mil aos dois. A função de Israel era a de auxiliar o coordenador dos projetos. Neste período, Erenice ocupava a Secretaria Executiva da Casa Civil.

Dos R$ 134 mil, José Euricélio recebeu R$ 119 mil para apenas um projeto para “promover ações relacionadas a atenção à saúde dos povos indígenas” nas comunidades xavante, em Mato Grosso do Sul, e ianomâmi, em Roraima.

“Esses contratos são suspeitos e são investigados pelo Ministério Público e pela Controladoria-Geral da União, com o apoio da UnB, para fazer a correção das irregularidades”, afirmou o reitor da universidade, José Geraldo de Sousa Junior, que encomendou a auditoria da CGU.

Acúmulo de funções

José Euricélio acumulava dois empregos públicos. Ao mesmo tempo em que prestava serviço para a editora da universidade, ele também ocupava um cargo comissionado no Ministério das Cidades.

Deixe um comentário