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Ira assume atentado na Irlanda que matou 2 soldados britânicos

Trinta e sete anos depois do “Domingo Sangrento” na Irlanda do norte, a paz, mesmo depois de uma década quase pacífica, tem sido difícil de alcançar.
É no final dos anos noventa, com a assinatura de um acordo de paz, que se começa a ver fumo branco. Enegrecido ainda pela situação no terreno. Em noventa e oito o IRA Verdadeiro reivindica o atentado de Omagh que matou dois soldados britânicos e deixando outras quatro gravemente feridos. Em noventa e nove as autoridades da Irlanda proíbem uma marcha protestante de entrar no enclave católico de Dumcree.
Apesar dos esforços encetados pelas diversas partes políticas, no terreno a situação continua frágil.
De um lado continuam os católicos, onde se inseria o IRA, que ao longo de décadas foi responsável pela morte de mais de três mil pessoas, e do outro os protestantes, os Orange, que representaram durante décadas mais de setenta por cento da população e que nunca viram com bons olhos os católicos. Através de manifestações demonstraram o seu sentimento, acções muitas vezes vistas como provocações.
O “muro de Belfast”, criado noventa e quatro, que separava protestantes de católicos, não tem hoje o mesmo significado, mas a realidade é que a separação não deixou de existir. Católicos e protestantes não se revêem uns nos outros o que torna a questão irlandesa mais complexa. Apesar da vontade política a situação na Irlanda do Norte tem sofrido avanços e recuos. O atentado de ontem é mais uma acha para uma fogueira que parece não querer extinguir-se.

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