Instituto da família Collor recebeu R$ 2,7 milhões da Petrobras, diz jornal

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Do Congresso em Foco
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imagesO Instituto Arnon de Mello, grupo da família Collor, recebeu R$ 2,78 milhões em contratos com a Petrobras entre 2010 e 2014. O nome da entidade faz referência ao pai do senador Fernando Collor (PTB-AL). Informações do jornal O Globo apontam que o maior repasse da estatal para a empresa alagoana foi de R$ 900 mil. Na ocasião, o instituto organizou o seminário “Os reflexos da descoberta do pré-sal no desenvolvimento do Nordeste”, sediado em um hotel de Maceió. A palestra, iniciada com discurso de Fernando Collor, à época  presidente da Comissão de Infraestrutura, ocorreu em abril de 2010.

O senador é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Operação Lava Jato. As acusações que recaem sobre o ex-presidente são de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O doleiro Alberto Youssef disse ter pago propina a Collor. O depoimento, feito em acordo de delação premiada, foi confirmado pela Polícia Federal (PF), que rastreou depósitos bancários de R$ 50 mil do doleiro para o senador.

Publicações do instituto também foram financiadas pela Petrobras. Os textos eram reproduzidos na Gazeta de Alagoas, veículo também administrado pela família do senador. O artigo “Patrimônio Memorável de Alagoas”, por exemplo, recebeu incentivo de R$ 550 mil da estatal e foi publicado no jornal em julho de 2011, destaca O Globo.

Segundo a declaração de bens de Collor à Justiça Eleitoral, o senador possui ações da Organização Arnon de Mello, que engloba tanto o periódico quanto o instituto. A última parceria entre a Petrobras e a entidade termina em junho. A estatal afirma que “não financia organizações”, mas patrocina projetos. Carlos Alberto Pinheiro, presidente do instituto, argumenta que Collor não interfere no grupo e que o senador não procurou pelos patrocínios.

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