Instituições brasileiras responderam bem à crise, diz Financial Times

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agencia_brasil_jose_cruz-830x546Um artigo publicado no último domingo, 15, no jornal britânico Financial Times afirma que as instituições brasileiras têm respondido bem à crise política vivida no país. Para o jornal, apesar de o cenário brasileiro ser desfavorável, a iniciativa do governo para tentar estabilizar o mercado e de instituições encarregadas de manter o governo prestando contas são respostas positivas para o ambiente político e econômico do Brasil.

“O governo tem feito movimentos confiáveis para estabilizar o mercado, escolhendo Joaquim Levy como ministro de finanças”, disse o jornal britânico que classificou o ministro como um fiscal conservador que não é desprovido de senso crítico. “Seu objetivo é de retornar o Brasil para políticas que apoiam a inclusão social, sem por em risco as finanças públicas”, explicou o jornal.

O artigo ainda afirma que o judiciário brasileiro, defensores públicos, o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal têm feito ações de investigações, processos e prisões de líderes empresariais que anteriormente eram vistos como intocáveis e de políticos envolvidos em corrupção, o que para eles é uma boa resposta para a crise. “O antigo dito brasileiro de que muitos dos processos e investigações ‘terminavam em pizza’ não foi aplicado”, afirmou o jornal.

O Financial Times enxerga três situações possíveis para o país. A primeira é a estagnação. “Com a clara falta de liderança tanto da presidente como do Congresso, o Brasil pode sofrer nos próximos três anos de governo até a próxima eleição. Isso pode ser doloroso, guiando o país para um crescente desemprego e elevada inflação.” A segunda é que um líder populista assuma o poder, onde ele irá trazer grandes promessas que não vai cumprir. “De algum modo, iria marcar o retorno para a volatilidade econômica e hiperinflação da década de 1980”, comparou o jornal. E a última situação possível é a de que a presidente Dilma Rousseff saia do cargo. “Isso pode acelerar o retorno a políticas fiscais sólidas, mas socialmente inclusivas”, finaliza o artigo.

 

Fonte: Opinião&Notícia

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