Brasil  

Greve pode se alastrar para outros Estados

Líderes de associações de policiais de diferentes regiões admitiram nesta terça-feira, 7, que pode estender-se para outros Estados a greve iniciada há uma semana pelos policiais militares da Bahia para exigir melhores salários.

“Na próxima quinta-feira haverá uma assembleia dos policiais do Estado do Rio de Janeiro na qual pode ser aprovada uma greve para pressionar por aumentos salariais”, disse nesta terça à agência Efe o ex-deputado federal Capitão Assumção, porta-voz das reivindicações dos policiais.
 
Os Estados considerados em “iminência” de paralisação, segundo blogs que acompanham a greve dos policiais, são Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Tocantins e Roraima.
 
“As greves têm 100% a ver com a paralisação da PEC 300. Embora seja a última alternativa, existe sim a iminência de que ela se alastre por outros Estados”, afirmou ao IG o soldado Fernando Almança, criador do blog pec300.com, e que atua em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.
 
Assumção afirmou que os policiais de diversos Estados também estudam a possibilidade de entrar em greve caso o Exército tente ocupar a sede da Assembleia Legislativa da Bahia, na qual vários grevistas estão entrincheirados há uma semana com alguns familiares e em cujo exterior já foram registrados alguns incidentes.
 
Emenda constitucional
 
O porta-voz confirmou os temores expressados por alguns membros do governo que, por trás das paralisações de policiais, há uma mobilização política para pressionar o Congresso a votar a proposta de emenda constitucional conhecida como PEC 300, que estabelece um piso salarial nacional para a categoria.
 
O governador do Estado, Jaques Wagner, afirmou, por meio da Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), que espera que as negociações entre governo e grevistas sejam concluídas ainda nesta terça, 7. Em entrevista cedida à imprensa, nesta manhã, Wagner reiterou o interesse em reestabelecer a segurança pública na Bahia.
 
Wagner falou pela primeira vez nesta terça em não punir os policiais grevistas. “Não tenho o ímpeto de punir aqueles que participaram pacificamente da greve, mas aqueles que violentaram a lei e depredaram o patrimônio terão que ser punidos”, disse Wagner em entrevista a uma emissora de televisão.
 
Os PMs grevistas já tinham enviado para o governo uma contra-proposta pedindo o pagamento da Gratificação de Atividade Policial (GAP) de nível 4 e a anistia administrativa dos policiais que participam do movimento, mas eles aceitam a punição para os PMs que realizaram atos ilícitos, desde que comprovado.
 
Wagner também argumenta que não pode pagar a GAP 4 em 2012 por conta do limite orçamentário. De acordo com ele, o pagamento tem que ser partilhado ao longo de 2013 até 2015.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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