Governo e PT negam existência de dossiê contra dirigente do PSDB, mas oposição reage

Renata Giraldi, Luciana Lima, Yara Aquino e Daniel Mello
Repórteres da Agência Brasil

 

Brasília, São Paulo e Salvador – O ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, negou hoje (12) que um suposto dossiê reunindo dados sigilosos de dirigente do PT tenha sido elaborado pelo PT ou por integrantes do governo. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT, também rechaçou a existência do documento. A oposição criticou a eventual divulgação de dados sigilosos.

Em Itu, no interior de São Paulo, a candidata à Presidência da República pelo Partido Verde (PV), Marina Silva, afirmou que o ideal era que as eleições deste ano não “resvalassem” para caminhos não legítimos. Reunidos, em convenção em Salvador, os aliados do candidato do PSDB, José Serra, classificaram o suposto dossiê de antidemocrático e transformaram o assunto em tema principal do dia.

“[O suposto dossiê] não tem nada a ver nem com o governo nem com a campanha da ministra Dilma. É mais uma das formas de tentar trazer um tema que não tem nada a ver com a campanha da ministra Dilma para dentro da campanha”, reagiu Padilha.

O ministro acrescentou que “o problema é de quem faz e de quem divulga. Não tem nada a ver com a campanha da ministra Dilma nem com o PT. [A nossa insistência é que queremos dar continuidade ao governo Lula], essa é nossa insistência. Se outros querem ter outra insistência [cabe a eles]”.

Em São Paulo, na convenção do PDT que oficializou o apoio à pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, Lupi disse que não há provas que levem à certeza sobre a existência do suposto dossiê. “Eu não acredito, até agora não teve prova”, afirmou.

O suposto dossiê seria resultado de um levantamento sobre os dados fiscais e financeiros do vice-presidente-executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira. No documento estariam registrados movimentações bancários de cerca de R$ 3,9 milhões e outras informações sigilosas relativa ao Imposto de Renda do tucano.

Para integrantes do PSDB, a existência de um dossiê interfere diretamente no processo eleitoral. “Nada nos aproximará da política de dossiês, nada nos aproximará da denúncia, dos atos subalternos. A campanha do PSDB será de debate, será de união. A campanha de José Serra se afirma na defesa das melhores proposta para o povo do nordeste e para o povo do Brasil”, disse o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). “É uma indecência um grupo trabalhando em uma campanha na ilegalidade. Isso é ficha suja fazendo jogo sujo”, afirmou o deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA).

Edição: Aécio Amado

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