Governador do Mato Grosso do Sul xinga ministro de bicha fumador de maconha

Por Luiz Carlos Azenha – viomundo.com.br

Ao defender a cana na Bacia do Alto Paraguai, governador xinga ministro Minc de “bicha, fumador de maconha”
Em reunião com empresários e industriais na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta manhã, quando assinou o decreto que amplia em 10 dias o prazo para o pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o governador André Puccinelli (PMDB) xingou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Na presença dos empresários disse que o ministro “é viado e fuma maconha” diante da imprensa e das câmeras de televisão. Os deputados acharam graça.
Ele disse ainda que pretendia “estuprar o ministro em praça pública”. Tal declaração surgiu após o presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, informar ao governador sobre a Meia-Maratona Internacional do Pantanal que será realizada no dia 11 de outubro. Evento patrocinado pela Federação.
Em meio a risos, André perguntou se Minc participaria. Ao ouvir a resposta negativa, continuou “eu o alcançaria e estupraria em praça pública”.

Minc é um dos ministros mais polêmicos governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Defensor da liberação da maconha avalia que a proibição é uma hipocrisia.
“Os juízes da Argentina descriminalizaram. O usuário não é criminoso. Nesse jogo a gente tá perdendo aqui. Nós vamos virar esse jogo para acabar com a hipocrisia”, disse o ministro, ao som de vivas, durante show da banda de reggae Tribo de Jah, na Chapada dos Veadeiros (GO) neste mês. O vídeo com o discurso do ministro no show acabou divulgado no site YouTube.
Na reunião com empresários e industriais nesta manhã na qual assinou o decreto ampliando em 10 dias o prazo para o pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o governador André Puccinelli (PMDB) esclareceu que não pretende lotar a BAP (Bacia do Alto Paraguai), no entorno de Pantanal, de usinas, mas apenas plantar cana para recuperar áreas erodidas.
“Não quero pôr usinas. Quero plantar cana (…) O medo que se tem é de contaminar os rios com o vinhoto, mas hoje até o vinhoto serve de fertilizante”, mencionou no evento realizado na sala de reuniões de seu gabinete na governadoria.
André criticou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, autor do ZAE (Zoneamento Agroecológico da Cana) que veta o uso da BAP para usinas e lavouras de cana.
O ZEE (Zoneamento Econômico Ecológico) estadual é idêntico ao elaborado pelo governo federal, disse André.
A primeira etapa do ZEE-MS já está na Assembleia Legislativa. Os parlamentares são contra a aprovação do ZAE de Minc. A BAP tem cerca de 3,5 milhões de hectares. O governo pretendia 1,280 milhão para cultivar cana.
Na argumentação do governo, Carlos Minc entregou a BAP para o capital internacional só para obter o chamado selo verde que abre as portas do mercado externo para o etanol brasileiro.

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