Globo descarta Alckmin, usa Bolsonaro e vai pro “Huck ou nada”

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Ricardo Cappelli* – Congresso em Foco
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A capa do Globo na internet não deixa dúvida. Nela Merval, o editorialista da família Marinho, profetiza: “Alckmin não tem chance contra campanha agressiva”. Na notinha, estranha para uma previsão tão bombástica, argumenta que a campanha será agressiva e que o PSDB, com o caixão de Aécio e o apoio ao governo Temer, não resistirá. Segundo o jornalista, vai dar Lula e Bolsonaro.

A campanha do ano que vem será uma “carnificina”, não há qualquer dúvida quanto a isso. Estaria por isso a “Turma da Lopes Quintas” desembarcando em Bolsonaro? Não é uma hipótese a se descartar, mas hoje o jogo não é esse. Derrotada na tentativa de derrubar Temer e estabelecer nova configuração no quadro político, a emissora continua sua marcha para atropelar a política e os partidos.

Usa Bolsonaro no momento para dizer claramente aos tucanos “não contem conosco pois serão derrotados, e se não vierem para meu colo iremos de Bolsonaro.” Usam o medo da extrema direita para tentar fazer os paulistas quatrocentões engolirem uma saída “puro sangue”. Ou alguém acredita que Luciano Huck anda desfilando em conversas com Joaquim Barbosa, dentre outros, sem a autorização e o apoio da família?

Passam recibo do medo e da dúvida quanto a uma eventual candidatura de Lula. O pior é que estão certos na estratégia deles. Alckmin x Lula é mais do mesmo, não tem novidade, cheira a naftalina, e na comparação óbvia, quem fez mais pelo povo? A turma do establishment fareja derrota tanto quanto vitória. Doria já virou ração. E o governador paulista parece estar com os dias contados para ser atropelado por uma estrela global que tentará fazer dupla com alguém da justiça. O “novo” com apoio da “justiça”, uma chapa liberal-social que aponte para o futuro e para o combate à corrupção sem tréguas.

Há de se reconhecer, essa turma não construiu um dos maiores impérios de comunicação do mundo sendo amadora. Estão jogando xadrez. E a esquerda?

*Ricardo Cappelli é jornalista e secretário de estado do Maranhão, cujo governo representa em Brasília.

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