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Fritz, o monstro, condenado a prisão pérpetua

A pedido do Ministério Público, através da procuradora Cristiane Burkheiser, O tribunal  austríaco  aceitou as denúncias contra Josef Fritz, conhecido como monstro de Amstetten e condenou o réu, nesta quinta-feira, a prisão perpétua, que será cumprida em um hospital psiquiátrico a ser indicado  pelo Tribunal de St. Poelten.
Após quatro dias de julgamento, foram aceitas as denúncias de crimes de sequestro e violação da filha, durante os 24 anos que a manteve no porão da sua casa e, ainda, de homicídio de um filho nascido da relação incestuosa.
Durante a sessão desta manhã, o Ministério Público pediu a “pena máxima”, ou seja, a prisão perpétua, para Josef Fritzl, argumentando que “houve homicídio por negligência”.
A procuradora Cristiane Burkheiser defendeu ainda que Fritzl, também, “abusou da ingenuidade das pessoas”, enganando durante 24 anos todos aqueles que o rodeavam, bem como as autoridades municipais de Amstetten, que fica a 130 quilómetros a Oeste da capital austríaca, onde residia com a família.
Acusado de homicídio por negligência, escravatura, violação, sequestro, incesto e coerção, Fritzl tinha-se declarado “não culpado” das acusações de assassínio e escravatura antes de reconhecer, ontem, a culpabilidade em relação a todos os crimes de que foi acusado, numa reviravolta do seu depoimento inicial.
Durante a sessão de hoje, Fritzl pediu para falar e se dirigindo aos oito jurados que acompanharam o julgamento, declarou que lamentava “do fundo do coração” os atos praticados, acrescentando que “infelizmente” agora já nada podia fazer para os reparar.

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