Brasil  

Freixo é acusado de uso eleitoral das ameaças

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Anistia Internacional informou que convidou o parlamentar para dar palestras no exterior sobre a atuação das milícias cariocas.

Após anunciar que deixaria o país com a família por causa de uma série de ameaças de morte recebidas no último mês, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) agora está sendo acusado de uso eleitoral da viagem para a Europa.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 3, a Anistia Internacional informou que convidou o parlamentar para dar palestras sobre a atuação das milícias no Rio de Janeiro. Embora cite as ameaças contra Freixo, a organização não confirmou que o convite teria sido motivado por elas.

Tim Cahill, representante da Anistia Internacional, disse em entrevista à GloboNews que as palestras já estavam planejadas e que teriam sido antecipadas em um acordo entre a organização e Marcelo Freixo.

O deputado, que se notabilizou por sua atuação contra as milícias cariocas, deixou o Brasil no último dia 1º sem mencionar que participaria de palestras que já estavam programadas.

‘Falta de vontade política’

Em sua conta no Twitter, Marcelo Freixo negou o uso eleitoral de sua viagem: “quero esclarecer que o convite da Anistia Internacional foi exclusivamente em função das sete ameaças que recebi no mês de outubro. Minha saída também serve para denunciar a falta de vontade política do governo no Rio de Janeiro para fazermos o real enfrentamento às milícias. Não recebi qualquer contato de autoridade do governo do Rio para falar sobre as ameaças que recebi. Tratavam como se o problema fosse meu”.

A postura de Freixo foi criticada pelo secretário de Assistência Social do Rio de Janeiro, Rodrigo Bethlem: “porque o Marcelo Freixo não disse que iria dar palestra na Europa, e preferiu dizer que iria se refugiar por um tempo?”

A mulher do deputado disse lamentar que “alguns usem isso como batalha política. Falamos da vida do Marcelo, um dos poucos a se arriscar para defender aqueles que não têm voz. Uso eleitoral fazem os outros, não ele, que o tempo todo pensa no bem dos que, ainda no século XXI, vivem subjugados pelos podres poderes”.

 

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