Brasil  

Fraude provoca rombo de R$ 1,4 bilhão na Petrobras

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Polícia Federal investiga acordos clandestinos nas licitações de obras da estatal
Pelo menos cinco grandes obras da Petrobras foram superfaturadas durante o governo Lula. O rombo na estatal chega a R$ 1,4 bilhão. A investigação da Polícia Federal aponta que estas obras foram vítimas de acordos e manobras clandestinas.

A partir de documentos apreendidos em cinco operações, desde 2008, técnicos da polícia descobriram que construtoras participaram indiretamente da elaboração dos editais, de maneira a restringir a quantidade de concorrentes, e combinaram previamente o lance vencedor.

Os empreendimentos investigados foram: Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba, Unidade de Coque da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria do Nordeste, Refinaria do Vale do Paraíba (Revap) e Unidade Termelétrica de Cubatão.

Caso GDK e Camargo Corrêa

Um dos escândalos envolve as empreiteiras GDK e Camargo Corrêa. Segundo as investigações, a licitação da unidade de Caraguatatuba (SP) teria sido alvo de fraude. A polícia acredita que o valor do lance tenha sido acertado antes da formação do consórcio composto por Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e IESA. Numa análise detalhada do contrato de Caraguatatuba, os peritos identificaram superfaturamento de R$ 351 milhões — 33,65% a mais no valor total.

Privilégio

Na unidade de Caraguatatuba e em outras três obras da Petrobras (Repar, Ravap e UTE de Cubatão), os peritos constataram que a CNEC Engenharia, braço da Camargo Corrêa até janeiro deste ano, foi responsável pela elaboração dos projetos básicos dessas obras constantes dos editais das licitações. Assim, de acordo com os técnicos da polícia, a Camargo Corrêa e seu grupo passaram a ter informações privilegiadas, prejudicando a competitividade entre os participantes.

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