FMI começa a se preocupar com a formação das bolhas

Fonte: monitormercantil.com.br
O Fundo Monetário Internacional começou a fazer advertências para os riscos da formação de bolhas especulativas, depois de observar nos seus acompanhamentos de atualização, um movimento que não constava nas suas previsões de crescimento para a economia global no relatório sobre as condições financeiras mundiais. A preocupação tem por base na grande afluência de capitais registada por alguns países emergentes e que começam a suscitar inquietações em torno das pressões colocadas nos preços dos ativos e nas taxas de câmbio.

Os principais focos do fundo são as economias de países como a China e o Brasil, onde a retomada do crescimento aconteceu mais cedo do que o previsto e por causa do surgimento de grande número de oportunidades de negócio houve forte valorizações nas respectivas bolsas. Dessa forma, para reduzir possíveis pressões inflacionarias e diminuir o apetite dos especuladores gananciosos, o organismo internacional recomenda que os respectivos governos e bancos centrais comecem a acelerar a retirada dos estímulos à economia.

Para os economistas do Fundo, os circuitos de créditos foram restabelecidos, mas a estabilidade financeira continua fragilizada em muitas das economias desenvolvidas e mercados emergentes, que foram duramente castigados pela crise. Assim, a transferência dos riscos financeiros dos bancos para os balanços dos fundos soberanos e o aumento dos níveis de dívida pública acentuam os riscos para a estabilidade financeira e, no futuro, deverão colaborar para o desmantelamento das medidas de apoio ao setor.

 Dívida do Japão já foi para a berlinda

A Standard & Poor”s reduziu a sua perspectiva para a dívida japonesa para “negativa”, citando menos “flexibilidade” para lidar com a quantidade de dívida do país. Para a agência de classificação de risco, a política do Partido Democrático do Japão aponta para um ritmo mais lento de consolidação orçamental do que o previsto e a classificação da dívida poderá ser cortada, se o governo não apresentar medidas para estimular o crescimento e se os dados econômicos permanecerem fracos.

A S&P, no entanto, manteve a classificação de longo-prazo, para a dívida do Japão em “AA”, na sua terceira mais elevada notação de rating.

 Falta de dinheiro ou investidores espertos?

Logo após o início do período de pedidos de reserva para os investidores interessados na oferta pública de ações, duas empresas desistiram da pretensão de colocar mais ações no mercado. A primeira foi a fabricante de massas M. Dias Branco que, na semana passada, suspendeu por 60 dias sua oferta secundária de ações, alegando condições desfavoráveis do mercado.

Nesta terça-feira foi a vez da fabricante de equipamentos de refrigeração Metalfrio abandonar o plano de vender cerca de 17 milhões de ações na oferta primária e outras 14 milhões de ações na secundária, numa operação que poderia render cerca de R$ 300 milhões.

No comunicado ao mercado, a Metalfrio comunica que após a desistência continuará focada em capturar os ganhos de sinergia dos investimentos realizados, aproveitar as oportunidades de mercado, conquistar clientes e expandir as operações. E como não ficarão mais ricos, seus controladores vão se preocupar para que essas metas sejam atingidas.

 Fundo libera recursos para Wilson Sons

O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou o pedido de prioridade da Wilson Sons para a utilização de recursos do fundo no valor de US$ 227,3 milhões para a implantação de dois estaleiros, um na cidade de Rio Grande (RS) e outro na cidade de Guarujá (SP), e para a construção de um navio multipropositos de 11.000 TDW.

A utilização dos recursos depende ainda da análise, aprovação e contratação de financiamento com agente financeiro do FMM e está sujeita ao plano de construções de embarcações da companhia.

 Sem empresa portuguesa, Camargo foca em Angola

Depois da desilusão de não ter aceita sua proposta de fusão com a portuguesa Cimpor, a Camargo Corrêa partiu para a instalação de uma fábrica de cimento em Angola. Assim, através da Camargo Corrêa Escom Cement B.V., sociedade holandesa da qual detém mais de 50% do capital, celebrou um acordo para-social com os angolanos do Grupo Gema para a constituição da Palanca Cimentos S.A.

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