Financial Times questiona saúde de bancos brasileiros

Um artigo publicado nesta terça-feira pelo diário econômico Financial Times afirma que os investidores estão preocupados com a saúde de bancos brasileiros e com as dificuldades que as instituições enfrentam em consequência do baixo crescimento da economia do país.

O texto, assinado por um dos editores do jornal especializado no setor bancário, Patrick Jenkins, cita a recente intervenção do Banco Central no banco BVA e diz que ela “aponta para um problema mais amplo – nos últimos meses, um punhado de outros bancos brasileiros vêm encontrando dificuldades na medida em que a economia do país patina”.

Segundo o jornal, os bancos no Brasil, principalmente os pequenos, vêm sofrendo com uma redução nos lucros, por conta de uma demanda menor por empréstimos, e com o aumento da inadimplência.

Além disso, observa o artigo, o governo vem pressionando os bancos a reduzir suas taxas de juros para empréstimos – para níveis mais compatíveis com o mercado internacional.

‘Pânico suave’

O jornal afirma que nos últimos tempos o sentimento entre os investidores em relação aos bancos brasileiros tem sido de “pânico suave”.

Levando em conta o histórico de altos e baixos acentuados no mercado brasileiro, os investidores vêm vendendo em peso suas ações das instituições financeiras brasileiras, segundo o Financial Times.

O artigo observa que as ações dos bancos brasileiros estão entre as de pior desempenho entre os principais mercados do mundo nos últimos tempos.

Segundo o jornal, as ações dos bancos brasileiros já perderam 10% de seu valor neste ano, num desempenho mais de 24% inferior à média dos bancos mundiais, enquanto em 2009 esse desempenho foi 67% superior, em 2010, 10% superior, e, no ano passado, 1% acima da média.

Apesar disso, o jornal observa que o resultado geral dos bancos no Brasil ainda não condiz com o pessimismo dos investidores, já que os dois maiores bancos privados brasileiros, Itaú e Bradesco, ainda vêm registrando lucros bilionários.

O texto comenta ainda que “há alguns sinais de que os males do Brasil parecem estar arrefecendo, com uma nascente confiança entre os analistas econômicos de que o crescimento do PIB pode aumentar outra vez a 3% ou 4% no ano que vem e de que a taxa de inadimplência pode ter chegado ao seu pico”.

Fonte: votebrasil.com

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